PROFESSORES DE CUIABá PARAM AMANHã
24.08.2017

Profissionais da rede municipal de educação paralisam as atividades amanhã em ato de advertência às supostas irregularidades cometidas pela Secretaria Municipal de Educação. Um ato público deve ser realizado em frente à secretaria devido a falta de respostas da pasta. Entre as pautas estão recomposição salarial de 5,12% (2,56% inflação, mais 2,56% ganho real) e aprovação da proposta de revisão da Lei Orgânica dos Profissionais da Educação. 

Segundo o Sindicato dos Profissionais do Ensino Público em Cuiabá os direitos conquistados há mais de duas décadas como elevação de nível, licenças-prêmio, estágio probatório, contratos para substituição de profissionais doentes estão sendo negados. Além de ser corriqueira indicações eleitoreiras de diretores, coordenadores e secretários. Os profissionais pedem ainda um cronograma de reformas de todas as unidades educacionais e a suspensão imediata da Hora Estendida. 

“É ilegal fazer isso nas nossas unidades educacionais uma vez que o Conselho de Educação diz que as unidades para as crianças não podem funcionar à noite, além da duração de permanência das crianças nas unidades”, confirma o presidente do Sintep Cuiabá João Custódio. 

Custódio frisa que temos em média oito mil crianças matriculadas e 20 mil para fora e como explicar para mãe que não conseguiu vaga que a outra tem hora a mais. “Também tem a importância da família. Entendemos que há uma vulnerabilidade em todo o país, mas os problemas não podem ser desaguados nas costas dos profissionais”, diz. 

Além do dia 25 de agosto, outro ato também está marcado para o dia 1° de setembro, com respectivos atos públicos na Secretaria Municipal de Educação e Prefeitura de Cuiabá. “Evidenciamos que tais eventos têm o caráter de meras advertências, podendo desaguar na grande greve geral da rede municipal de ensino de Cuiabá”, confirma o Sintep. 

O presidente da subsede de Cuiabá, João Custódio, destaca a contrariedade dos profissionais da educação frente as políticas educacionais implementadas pelo prefeito, Emanuel Pinheiro, em seis meses de mandato. “Signatários da política neoliberal tem represado inúmeros direitos dos trabalhadores da educação, conquistados há mais de 20 anos”, diz. 

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