TAQUES AFIRMA QUE SILVAL O CITOU DELAçãO COMO VINGANçA RASTEIRA
25.08.2017

O governador Pedro Taques (PSDB) afirma, através de nota oficial divulgada nesta sexta-feira (25), que foi envolvido pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB) nos esquemas denunciados em delação premiada como “tentativa de uma rasteira desonesta, motivada por vingança”. Ele ainda reforçou que nunca fez ou autorizou alguém a fazer acordos de qualquer natureza com o peemedebista, de quem é adversário político.



“O governador Pedro Taques vem a público reiterar que não tem nenhuma relação com os fatos noticiados pela imprensa acerca da delação do ex-governador Silval Barbosa. Pedro Taques reafirma que foi e é adversário político do grupo do ex-governador, não fez nem autorizou ninguém a fazer acordo de qualquer natureza com Silval Barbosa, e atribui a citação do seu nome na delação como uma tentativa rasteira e desonesta dos seus inimigos, movida por vingança, de envolvê-lo nesse escândalo monstruoso que envergonha Mato Grosso perante a Nação”, consta de trecho da nota.

Ele também voltou a afirmar que no primeiro dia de mandato determinou aos órgãos de controle a realização de auditoria em todos contratos da gestão Silval Barbosa. De acordo com Taques, a atuação desses órgãos foram fundamentais para elucidação dos crimes cometidos pelo ex-governador.

“Pedro Taques afirma, ainda, que a atuação dos órgãos de controle do Governo do Estado (como CGE e PGE) - desde 01 de janeiro de 2015, primeiro dia de seu governo - foram fundamentais na elucidação dos crimes cometidos pelos gestores que o antecederam, contribuindo para levar à prisão o ex-governador, sua esposa e um de seus filhos, entre outros”, completa a nota.

O texto segue na mesma linha de entrevista dada na noite de quinta-feira (24), após o encontro estadual do PSDB. “Todo mundo sabe que o Silval é meu inimigo. Todo mundo sabe que ele reputa a prisão dele, do filho dele, da mulher dele, a mim. Todo mundo sabe que no primeiro dia de governo eu determinei a vistoria e a fiscalização em todos os contratos da administração dele. A delação é um instrumento muito importante, mas também serve para prejudicar inimigos”, disse.

O Governador foi novamente citado na delação homologada no Supremo tribunal Federal pelo ministro Luiz Fux. Ela aponta que Silval Barbosa usou um gravador levado por um filho para gravar conversa que teve na prisão, este ano, ao ser visitado pelo senador Cidinho Santos (PR).

Neste diálogo, o senador teria se apresentado como emissário do ministro Blairo Maggi (PP), Wellington Fagundes (PR) e Pedro Taques para propor que Silval desistisse de fazer uma delação. Em troca, esse grupo garantiria que a Operação Ararath, na qual o ex-governador do PMDB é investigado, fosse anulada.

O atual governador negou ter participado de qualquer conversa a respeito desse assunto. “Eu não tenho esse poder, nunca tive. Nunca conversei com Cidinho sobre a Ararath, nem sobre esse tema. Tem que perguntar pro Cidinho”, ponderou.

Anteriormente, Pedro Taques já havia sido citado na delação premiada por supostamente ter negociado com Silval o recebimento de dinheiro para campanha de 2014 em troca de alívios nas investigações dos atos do ex-prefeito. O tucano teria pedido R$ 20 milhões do peemedebista em uma reunião realizada  na casa do ex-prefeito Mauro Mendes (PSB), com a presença de Blairo.

Contudo, Taques nega esse encontro e ainda salienta o fato de ter promovido investigações sobre os atos do ex-governador. Além disso, ele afirma que só poderá se manifestar de forma mais concreta após ter acesso aos documentos da delação premiada, os quais ainda estão sob sigilo de Justiça.

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