PROMOTER PRESO COM 200 KG DE MACONHA é CONDENADO A 14 ANOS
28.08.2017

O juiz Francisco Alexandre Ferreira Mendes, da Décima Terceira Vara Criminal de Cuiabá, condenou a 14 anos de prisão o promoter Sandro Augusto Lohmann, preso com 200 quilos de maconha no ano passado.

 

O réu responde pelos crimes de tráfico de drogas e associação criminosa. A decisão foi proferida em 22 de agosto.

 

Sandro Augusto Lohmann, de 30 anos, e mais seis pessoas tornaram-se réus, após o Ministério Público Estadual (MPE) encaminhar denúncia contra eles.

 

Os réus estavam em uma casa onde a Polícia Civil localizou 188 tabletes de maconha. Segundo as investigações, no local funcionava uma boca de fumo.

 

O promoter e os outros réus foram presos em flagrante em 15 de agosto de 2016. O juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, responsável pela audiência de custódia sobre o caso, converteu a prisão do grupo em preventiva.

 

Ao manter a prisão dos réus, o juiz esclareceu que a prisão preventiva era necessária em razão da proporção do crime e das contradições dos depoimentos.

 

Além de Lohmann, também foram condenados Luciano Mariano da Silva, Uanderson Costa Toledo e Thaislaine Souza Almeida.

 

As defesas dos réus tentaram, por diversas vezes, que a Justiça concedesse liberdade provisória a eles. No entanto, nenhum pedido foi acolhido e eles se mantiveram presos desde o flagrante.

 

Em decisão proferida em 23 de agosto, o juiz considerou o promoter Sandro Lohmann culpado pelos crimes de tráfico de drogas e associação criminosa.

 

Reprodução

sandro capa ESSA

Promoter ostentava vida de luxo e gostava de exibir viagens internacionais

“Condenado o réu nas penas do artigo 33 e art. 35, ambos da Lei de Tóxico, com pena definitiva fixada em 14 (Quatorze) anos de reclusão e 1.800 (Hum Mil e Oitocentos) dias-multa, com estabelecimento do regime prisional de início no fechado e mantida a prisão cautelar”, escreveu.

 

Ainda na decisão, o magistrado absolveu os réus Caio Henrique Malavasi, Jonathan Henrique dos Santos e Iuri Fernandes e determinou a expedição do alvará de soltura deles.

 

Entre os réus que também foram condenados pelo juiz está Thaislaine Souza Almeida, proprietária da residência onde foram encontradas as drogas. Ela pegou 13 anos, seis meses e 25 dias de prisão, além de 2.730 dias-multa. O réu Uanderson Costa Toledo foi condenado a 12 anos de reclusão e 1,6 mil dias-multa.

 

A maior pena foi aplicada a Luciano Mariano da Silva, acusado de liderar o esquema. Ele foi condenado a 22 anos e três meses de reclusão, além do pagamento de 2.625 dias-multa.

 

O magistrado manteve a prisão cautelar de todos os réus  e decretou que eles deverão cumprir a pena, ao menos a princípio, em regime fechado.

 

“Por se tratar de processo que o regime inicial foi fixado no fechado e os condenados aguardarão presos até o julgamento de eventual recurso, nos termos do art. 8ª da Resolução n. 113/2010 do CNJ, determino que se expeça imediatamente Guia de Execução Provisória, na forma da lei, encaminhando-a ao Juízo da Execução Penal”, asseverou.

 

Ainda cabe recurso e a defesa dos condenados deverá recorrer ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso para rever a decisão.

 

Outras medidas

 

Além das condenações, o magistrado determinou que a maconha apreendida com o grupo seja destruída.

 

Em relação a bens e objetos apreendidos na residência onde funcionaria a boca de fumo, como celulares, televisoes e notebook, o magistrado determinou que os mesmos passem a pertencer à União e, posteriormente, deverão ir a leilão judicial.

 

Por fim, asseverou que os réus condenados deverão arcar, em proporções iguais, com as custas e demais despesas processuais.

 

Da alta sociedade para a prisão

 

Entre os réus, o nome de Sandro Augusto Lohmann foi o que mais chamou a atenção. Ele era conhecido na alta sociedade de Primavera do Leste (a 240 quilômetros de de Cuiabá) por organizar festas e concursos de misses.

 

Em seu Facebook, há fotos de viagens internacionais, como em Paris e Istambul, bem como ao lado de famosos, como o MC Guimê.

 

Em Cuiabá, ele também circulava neste meio. Era rosto conhecido em eventos assinados por colunistas sociais.

 

Na época da prisão, a Polícia Civil confirmou que era a primeira passagem criminal do promoter e que, inicialmente, ele não fazia parte do campo de investigação.

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