PF CUMPRE 64 MANDADOS CONTRA MAGGI, ASSEMBLEIA, TCE E EMANUEL
14.09.2017

A Polícia Federal desencadeou uma operação nas primeiras horas desta quinta-feira (14) para cumprir mandados contra alvos citados na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

 

No total estão sendo cumpridos mandados em 64 endereços, em dois Estados e em Brasília. Trata-se da operação Malebolge, a 12ª fase da Ararath.

 

Também são cumpridos mandados em Tangará da Serra, Juara, Araputanga, Pontes e Lacerda, Sorriso e Sinop.

 

Segundo a PF, há 270 policiais federais e procuradores da República envolvidos na operação.

 

Maggi

 

Um dos alvos é o atual ministro da Agricultura e também ex-governador Blairo Maggi (PP). Neste momento policiais federais cumprem mandado de busca e apreensão em seu apartamento em Brasília.

 

Além disso, estão sendo alvos a sede da Amaggi, em Cuiabá, e sua residência em Rondonópolis.

 

A decisão foi do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). Maggi é acusado de obstrução da Justiça.

 

Outro alvo da operação é o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PMDB). Policiais também cumprem mandado de busca e apreensão em sua casa, no Jardim das Américas.  

 

A Assembleia Legislativa está, neste momento, ocupada por viaturas da PF, que também cumpre mandados no local.

 

Os alvos são os deputados Silvano Amaral, Oscar Bezerra e Baiano Filho.

 

A reportagem apurou que conselheiros do Tribunal de Contas do Estado também são alvos da ação.

 

A delação

 

A colaboração premiada de Silval Barbosa foi homologada, em agosto, pelo ministro Luiz Fux,  do STF.

 

Na delação, Silval Barbosa contou à Procuradoria Geral da República (PGR) como funcionava o esquema de corrupção no governo de Mato Grosso. O delator foi vice-governador no segundo mandato de Blairo – de 2007 a 2010.

 

Em 2010, Silval assumiu o governo mato-grossense, quando Blairo Maggi se descompatibilizou do Executivo estadual para concorrer ao Senado. No mesmo ano, o delator foi reeleito.

 

Silval Barbosa foi preso em 17 de setembro de 2015, acusado de recebimento de propina na distribuição de incentivos fiscais e ficou quase dois anos preso.

 

Busca e apreensão na Assembleia Legislativa (atualizada às 8h30)

 

Os policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão nos gabinetes dos deputados Romoaldo Júnior e Silvano Amaral, na Assembleia Legislativa.

 

A casa do dono do jornal Diário de Cuiabá, Gustavo Capilé também foi alvo de um mandado de busca e apreensão da PF. Gustavo foi acusado por Silval como a pessoa encarregado pelo ministro Blairo Maggi para fazer o pagamento de R$ 3 milhões a Eder Moraes,  para que ele mudasse um depoimento a fim de inocentar Blairo.

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