PF ENCONTRA "FITA MISTERIOSA" EM COFRE NA CASA DE DEPUTADO ESTADUAL
14.09.2017

A Polícia Federal (PF) encontrou uma “fita” num cofre do deputado estadual José Domingos Fraga (PSD) durante a deflagração da 12ª fase da operação “Ararath” (batizada de “Malebolge”) nesta quinta-feira (14). A PF cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do parlamentar em Sorriso (418 km de Cuiabá). O material pode ter gravações de “negócios” que envolvam políticos e empresários.

A informação é da Rádio Sorriso e teria sido repassada por uma testemunha que acompanhou as diligências da PF no interior da residência do Parlamentar. O gabinete de José Domingos, na Assembleia Legislativa, também foi alvo de busca e apreensão. 

José Domingos Fraga foi um dos políticos gravados a mando do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) recebendo propina. As imagens foram veiculadas em reportagem que foi ao ar na edição do Jornal Nacional do dia 24 de agosto de 2017. Nela, o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PMDB) e a ex-deputada estadual Luciane Bezerra (PSB) aparecem guardando maços de dinheiro vivo – ele no paletó e ela dentro de sua bolsa. Já José Domingos coloca as notas dentro de uma caixa de papelão.

O deputado estadual também teria recebido propina para aprovar as contas da gestão de 2014 de Silval Barbosa – que precisam ser analisadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT). Antônio da Cunha Barbosa, irmão de Silval, disse a Procuradoria-Geral da República (PGR) em seu acordo de colaboração premiada que o também parlamentar Wagner Ramos (PSD) teria pedido “entre R$ 5 milhões e R$ 7 milhões” para avalizar os gastos do ex-governador.

O pedido de propina teria sido feito ao filho de Silval, Rodrigo Barbosa, que conseguiu “negociar” um valor menor com Wagner Ramos, que aceitou receber R$ 650 mil. Do montante, José Domingos Fraga teria ficado com R$ 200 mil, de acordo com o depoimento de Antônio da Cunha Barbosa a PGR.

José Domingos Fraga também teria “negociado” o recebimento de 13º salário em forma de propina para aprovação de projetos e também das contas da gestão de Silval Barbosa. O montante do dinheiro ilícito seria R$ 100 mil.

De acordo com fontes próximas do deputado estadual, ele foi um dos que mais sentiu o “baque” das delações premiadas de Silval Barbosa, além das imagens veiculadas em rede nacional pelo principal telejornal do país.

Nas últimas semanas, Fraga teria se “isolado”, não aceitando conversar com a imprensa ou mesmo com amigos e familiares. Ele, porém, nega que o dinheiro recebido seja de propina.

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