CONDENADA NO MENSALãO AUTORIZOU TRANSAçãO FRAUDULENTA A SILVAL
04.09.2017

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) afirmou que a ex-presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, condenada a 14 anos de prisão no Mensalão e que cumpre pena em regime aberto, deu aval a um empréstimo fraudulento para pagamento de dívidas da campanha eleitoral de 2010.

 

A acusação foi feita pelo ex-governador em delação premiada firmada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), homologada no dia 9 de agosto pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Segundo Silval, as dívidas da campanha eleitoral majoritária de 2010 ficaram estimadas em R$ 17 milhões.

 

Além disso, o peemedebista afirmou ter assumido algumas dívidas do Governo Blairo Maggi (PP), atual ministro da Agricultura, em troca de apoio eleitoral.

 

Diante da dívida, o então chefe da Casa Civil, Eder Moraes, que já havia trabalhado no sistema financeiro, sugeriu a Silval que fizesse um empréstimo com o Banco Rural.

 

Eder teria sugerido ao então governador que criasse uma expectativa com o banco de que, com o empréstimo, poderia ser criada uma “relação negociaI” com o Estado.

 

Silval pediu que Eder agendasse uma reunião com Kátia Rabello, então presidente do Banco Rural. Ela, segundo Silval, foi até o Palácio Paiaguás, sede do Governo, ainda em 2010.

 

R$ 30 milhões

 

Segundo Silval, no encontro, ele deixou claro que precisaria de até R$ 30 milhões para pagar dívidas de campanha e que o empréstimo seria feito por meio de uma construtora.

 

“Que na aludida reunião o declarante [Silval Barbosa] frisou para Kátia Rabello que esse empréstimo poderia iniciar uma relação negociaI entre o Estado de Mato Grosso e o Banco Rural. Que também foi conversado nessa reunião sobre a possibilidade do banco assumir a gestão dos empréstimos consignados no Estado, tendo Kátia ficado de pensar acerca do empréstimo”, disse Silval, na delação.

 

“Que alguns dias depois, Kátia manteve contato com o declarante e concordou com a operação financeira. Que nessa ligação, embora o Banco Rural tenha solicitado uma garantia real, o declarante não tem conhecimento se o banco adotou as medidas formais para se contrair um empréstimo como verificar a capacidade econômica da empresa para quitar o empréstimo tomado”, afirmou.

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