APóS DIVULGAçãO DE DELAçãO, EX-GOVERNADOR FAZ 1ª APARIçãO PúBLICA DIA 18
04.09.2017

Após o conteúdo de sua delação premiada, classificada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luíz Flux Como “monstruosa”, sair do sigilo, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) fará sua primeira aparição em público no próximo dia 18 de setembro. O ex-governador irá à 7ª Vara Criminal de Cuiabá para ser ouvido pela juíza Selma Rosane Santos Arruda.

Porém, ao contrário das outras vezes em que esteve "frente a frente" com Selma Arruda, desta vez, Silval irá depor na condição de vítima. O processo aponta que o ex-governador foi vítima de extorsão praticada por jornalistas durante o seu governo.

A determinação da magistrada em ouvir novamente o ex-governador é do dia 31 de agosto. Ela aponta que Silval trouxe novos elementos aos autos, especialmente após firmar colaboração com a Procuradoria Geral da República (PGR). “Somente a testemunha Silval da Cunha Barbosa trouxe novos elementos para os autos. Assim, considerando as alegações feitas pelas defesas dos acusados a fim de evitar futura alegação de nulidade, designo audiência para a oitiva da testemunha Silval Barbosa”, diz o trecho da decisão.

Constam como réus no processo os Antônio Carlos Milas de Oliveira, os seus filhos Max e Maicon Feitosa Milas, proprietários do Grupo “Milas Comunicação”, além do jornalista Antônio Peres Pacheco, que foram detidos pela Polícia Civil no ano passado na operação denominada “Liberdade de Extorsão”. Segundo a ação, Antônio Milas, Max Feitosa, Maicon Feitosa Milas, Naedson Martins da Silva e Antônio Peres Pacheco estão envolvidos em coação e extorsão de empresários com contratos no poder público e agentes políticos.

O delegado Anderson Veiga, da Delegacia Fazendária, revelou que o réus obrigavam as vítimas a pagarem a eles quantias vultuosas para não divulgarem as fraudes nos três veículos de comunicação pertencente ao grupo Milas. 

SOLTURA

O proprietário do Grupo Milas, o jornalista Antônio Carlos Milas de Oliveira, que estava preso desde novembro no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) teve a prisão preventiva relaxada e foi solto em decisão do desembargador Luiz Ferreira da Silva, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Uma das razões para a soltura é o excesso de prazo da prisão cautelar.

Preso desde o ano passado, a instrução processual ainda não foi encerrada. “Isso porque, verifica-se, deste álbum processual, que a custódia cautelar do paciente extrapola os prazos permitidos em lei, ferindo, por conseguinte, seus direitos fundamentais previstos na Constituição da República, além da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica), pois ele está segregado há aproximadamente 250 (duzentos e cinquenta) dias, sem que haja previsão de quando a instrução criminal será finalizada”.

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