SILVAL REVELA QUE EX-DEPUTADOS "OPERARAM" PROPINA EM PROGRAMA DE R$ 16 MI EM MT
06.09.2017

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) revelou, em sua delação premiada, um esquema de propina no programa MT Preparatório, que previa a realização de cursos pré-vestibulares para alunos do Estado se prepararem para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O projeto foi desenvolvido pela Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec) e teve como beneficiários  o ex-deputado estadual José Riva e o ex-deputado federal e secretário da pasta na época, Eliene Lima.

Conforme o depoimento de Silval junto a Procuradoria da República no dia 18 de maio deste ano, o Programa MT Preparatório, criado em 2011, era um curso destinado a transmissão de aulas para estudantes da rede pública via satélite, visando atingir a maioria dos municípios do estado. O projeto, segundo Barbosa, foi idealizado pelo secretário Eliene e teve o custo de R$ 16 milhões.

Silval também contou no depoimento que foi procurado pelo por José Riva em seu gabinete. O ex-presidente da Assembleia cobrou a execução do orçamento do programa e, principalmente, os repasses.

Riva afirmou no encontro que os pagamentos deveriam ser feito sem atrasos, pois haveria propina por parte da empresa contratada. “O declarante foi procurado em seu gabinete pelo então deputado estadual José Riva que cobrava a execução do orçamento que estava em atraso, especialmente cobrava os rapasses orçamentários que deveriam ser feitos a Secitec; que na ocasião; José Riva mencionou que no programa MT Preparatório haveria retorno por parte da empresa contratada para gerir o referido programa, por isso a necessidade de evitar atrasos nos repasses que deveriam ser feitos à Secitec", diz trecho da delação.

O ex-governador também detalhou que Riva explicou que Eliene era o responsável por receber a propina. O ex-deputado federal foi escolhido para o cargo em razão da indicação de seu partido à época, o PP. “Riva afirmou que Eliene era o responsável por receber esses retornos; Riva tinha conhecimento dos retornos e cobrava os repasses à Secitec, pois Eliene ocupava o cargo de secretário da referida pasta em razão da indicação do partido de José Riva”, complementa a delação.

O ex-gestor finalizou o depoimento afirmando não saber se houve fraude no processo licitatório na escolha da empresa. Ele disse que não recebeu vantagens na execução desse programa e não teve conhecimento de outros políticos envolvidos.

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