TAQUES ADMITE REELEIçãO E CITA ORGULHO POR SER INIMIGO DE SILVAL EM MT
06.09.2017

O governador Pedro Taques (PSDB) voltou a negar ter recebido dinheiro de "caixa dois" da empresa JBS/Friboi na sua campanha em 2014 e novamente criticou o acordo de colaboração premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). O tucano ainda confirmou que deve ser candidato a reeleição em 2018.

Questionado pelos jornalistas Carlos Sambrana e Germano Oliveira, do site da Revista Istoé, sobre as acusações do ex-governador de Silval Barbosa de que recebeu dinheiro da JBS na campanha de 2014, o governador afirmou que o peemedebista está usando a sua colaboração como instrumento de vingança. “A delação ou colaboração é o melhor instrumento para acabar com a corrupção. No entanto, a delação não pode ser instrumento de vingança. Nunca recebi dinheiro de caixa dois da JBS ou de quem quer que seja. O ex-governador de Mato Grosso, que é meu adversário, meu inimigo, diz que ouviu dizer que eu teria recebido caixa dois da JBS”, afirma.

O governador também fala que o seu nome foi apenas citado e não há nenhuma prova de que os depoimentos de Silval a seu respeito tenham fundamento. Ele diz ainda que sua citação na delação do antecessor, sequer, tem atrapalhado as ações de Governo. “O meu nome envolvido nas delações não me atrapalha em nada. O meu nome não está envolvido nas delações, eu fui citado pelo ex-governador Silval Barbosa dizendo que ele ouviu isso, mas todos sabem que eu sou inimigo político dele e eu me orgulho disso”, afirmou.

Ao confirmar que pretende se candidatar a reeleição no ano que vem, o tucano pontou que no seu governo aconteceram as auditorias que levaram as investigações sobre a gestão passada, culminando com a prisão do antecessor e de ex-secretários. “A eleição é ano que vem e eu quero ser um candidato a bom governador para a nossa população. Quero dizer que desde o Senado, durante quatro anos, eu combati essa organização criminosa que se adonou do estado de Mato Grosso. Como governador eu determinei auditoria em todos os contratos incentivos fiscais e esta é a razão por parte desta camarilha eu não ser bem visto”, disse.

Ao falar sobre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o governador novamente atacou a gestão passada. Porém, garantiu que pretende retornar as obras. “Temos o VLT em Mato Grosso, uma obra de R$ 1,470 bilhão em que esta organização criminosa que tomou conta do estado já gastou ou gastaram naquele momento R$ 1,066 bilhão e segundo a própria delação também roubaram o cidadão. É uma obra que nós precisamos terminar, pois obra parada dá prejuízo ao cidadão”

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