CERVEJEIROS DE MT ENCARAM BUROCRACIA E ICMS MAIS ALTO DO PAíS COM QUALIDADE E PESQUISA; MERCADO APRESENTA MUDANçAS
06.09.2017

Embaladas por novas tendências de consumo as micro-cervejarias mato-grossenses apostam em pesquisa e qualidade para se sobresair diante da alta tributação e o excesso de burocracia no qual esbarram. A receita segue a contramão da propostas das multinacionais e conta com números discretos, produção artesanal e espaço para a criatividade. No Estado 10 empreendedores em seis cidades aceitaram o desafio e vem lutando contra a falta de incentivo e de informação, aliadas a um ICMS de 37%, para emplacar suas marcas.


As cervejas estão registradas no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), que contabiliza ainda quatro cachaçarias e as duas cervejarias de grande porte na região: AMBEV, na Capital, e Petrópolis, em Rondonópolis. Os outros produtos, classificados como "especiais" pertencem as marcas Bionda (Sinop), Bar Camellus (Sorriso); Kessbier (Nova Mutum); Stein Beer, Dark Side e Serrana (Tangará da Serra);   Louvada e Cuyabana (Cuiabá) e Farro Beer (Rondonópolis). No mesmo município há uma produção bastante restrita de chope, no Casario.                                                                               

 

Com prêmios nacionais e internacionais a Kessbier é um destes exemplos de empreendedorismo. Nascida em 2008, da curiosidade do advolgado Marco Aurélio Piacentini, a cerveja, antes produzida nas panelas de sua casa, começou a ganhar projeção com seus dois sócios, José Mar Bettú e Guilherme Jorge Giorgi, em 2012. “Passamos a investir efetivamente em 2013 e traçamos como meta principal a qualidade, o que está, inclusive, acima do volume de produção, que para nós é um elemento secundário.”

À época algumas pesquisas de mercado foram encomendadas, mas como o cenário era inexistente, não houve resposta. A alternativa foi o investimento às escuras. “De início tínhamos um barracão de 180 m², divididos entre área de produção, estoque e pub. Na parte da indústria montamos uma unidade de produção e colocamos cinco tanques fermentadores. Com um ano já estávamos ampliando e hoje nosso barracão tem 600 m². O diferencial é que cada produção é como se fosse uma tela em branco, a criatividade é infinita.”

Pela própria inexperiência do trio, que hoje assume desde funções administrativas até o chão da fábrica, o volume de produção permaneceu estável até o início do ano passado, durante os primeiros 24 meses. “Queríamos conhecer o negócio, sem dar passos maiores que as pernas. Não lançamos um produto antes de muito estudo”. O crescimento gradativo encontrou suporte em parcerias, como a que foi fechada com o Hookerzm bar, na Capital. Agora já são três pontos de distribuição aqui, um Sinop e outro em Rondonópolis. “Nos vimos em uma região eqüidistante da Capital e de Sinop, que são dois grandes pólos e nos dão essa vantagem.”

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