SILVANO AFIRMA QUE SILVAL COLOCOU TODOS “DENTRO DE FURACãO” PARA JUSTIFICAR DESVIOS
06.09.2017

Citado em delação premiada por supostamente ter cobrado propina para votar favorável às contas de 2014 do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o deputado estadual Silval Amaral (PMDB) diz que vai provar ser inocente, apesar de a mídia estar ignorando o direito de ampla defesa. Para ele, a colaboração de Silval conta com “trechos absurdos” e pode ser uma estratégia para justificar desvio de dinheiro.


“Ele chamou todo mundo para dentro do furacão. Primeiro, acredito que para justificar a vazão do dinheiro desviados nesses cinco, seis anos. E depois para dar atenção e peso necessário na delação para ela poder ser aceita”, argumentou o deputado estadual.

De acordo com Silvano, a única relação dele com o médico Rodrigo Barbosa e com o empresário Antonio Barbosa, respectivamente filho e irmão de Silval, foram para negociar vendas de terrenos no município de Sinop.  

“Eu tratei de alguns assuntos com ele, também com o Toninho [Barbosa] em relação àqueles terrenos que tinha em Sinop. Ele falou comigo que queria vender. Eu tenho até uma proposta de uma empresa de Sorriso. Tenho todos esses documentos”, disse.

Contudo, ele acredita que o momento é ruim para fazer qualquer defesa pessoal, pois a imprensa e a sociedade já tratam todos os presentes na delação como culpados. Ao invés disso, ele esperar concluir sua defesa juridicamente para então cobrar um espaço igualitário para tratar uma eventual absolvição.

 “A própria sociedade hoje te condena, a própria mídia te condena sem a defesa. Todo mundo tem direito a defesa. Inclusive aquele que comete crime tem direito a defesa. Nós políticos, prefeitos, vereadores, deputados, tem direito a defesa”, afirmou.

Na delação, além de ter supostamente cobrado propina para aprovar as contas de Silval Barbosa, o deputado estadual teria dado autorização para o parlamentar Wagner Ramos extorquir Rodrigo Barbosa em troca de uma “alívio” nas investigações feitas pela Comissão Parlamenta de Inquérito (CPI) das Obras da Copa.

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