EX-CHEFE DE SILVAL REVELA QUE NãO DESTRUIU VíDEOS POR CAUSA DE PRISãO EM MT; OUçA
25.09.2017

Os vídeos dos políticos recebendo dinheiro de suposta propina e considerados a principal prova da delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e do ex-chefe de gabinete, Sìlvio César Correa Araújo, quase foram destruídos. A revelação foi do próprio Sílvio, responsável pelas gravações, em conversa gravada pelo ex-secretário de Indústria e Comércio, Alan Zanatta.

Explicando para Zanatta como gravou os deputados que foram ao seu gabinete pegar o dinheiro, Silvio disse que ele mesmo comprou a câmera e a posicionou para fazer a gravação. No mesmo dia, ele pensou em quebrá-la. “Uma camerazinha, eu comprei, peguei e mocozei. Esqueci, falei vou largar essa p... Aí final do ano falei assim: vou quebrar esse negócio. Vou quebrar. Aí foi quando prenderam nós”, relatou Sílvio a Zanatta, que gravou a conversa entre ambos.

Sílvio relatou ainda que não chegou a ver as imagens após a gravação. Segundo ele, seu primeiro contato com vídeo ocorreu na sede do Ministério Público Federal, quando o acordo já estava sendo costurado. 

O ex-chefe de gabinete considerou que os vídeos foram preponderantes para o acordo ser firmado pela Procuradoria Geral da República (PGR) e homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Caso contrário, o ex-governador encontraria dificuldades em obter o acordo, já que não teria muitas provas. “Até na maldade, estou ajudando o Silval. Porque se não fossem as gravações, nada que o Silval está falando tinha valor, nada. Diz que tinha do Silvano e do Oscar Bezerra, mas eu duvido. Se tinha, já tinham mostrado”, explicou numa referência aos atuais deputados Silvano Amaral (PMDB) e Oscar Bezerra (PMDB)

Após o relato, Alan Zanatta falou que o ex-chefe de gabinete teve “sorte” em não destruir a câmera usada para gravações. A conversa entre Silvio e Zanatta aconteceu no mês de agosto durante uma visita do ex-secretário ao ex-chefe de gabinete em sua residência, onde ele cumpre prisão domiciliar.

A integra da gravação foi divulgada pela edição pelo jornal Folha de São Paulo na última quinta-feira (21). A defesa de Silval e de Silvio César se pronunciou afirmando que a gravação foi uma tentativa frustrada de Alan Zanatta de conseguir uma obstrução de justiça em favor ao prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, um dos políticos gravados recebendo dinheiro de suposta propina.

O advogado de Silval também reforçou que o dinheiro que Emanuel Pinheiro recebeu e foi flagrado pelo vídeo são de propinas, conforme o seu cliente disse na delação premiada firmada com o Ministério Público Federal.      

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