EMPRESáRIO CITA FALHA DE JUíZA E PREVê ANULAçãO DA RêMORA EM TRIBUNAIS SUPERIORES
26.09.2017

Além de perdão judicial, a defesa do empresário Alan Malouf, envolvido em recebimentos de propina de construtoras que faziam obras para a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), exige a nulidade da ação criminal. Ele alega que no futuro os envolvidos com prerrogativa de foro irão "enterrar" as provas criadas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) na "Operação Rêmora".

De acordo com a defesa, a ação, por ter o envolvimento do deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), do deputado federal Nilson Leitão (PSDB) e e outros agentes públicos com prerrogativa de foro deveriaa ser anulada e remetida em sua integralidade as instâncias superiores. No documento, o advogado criminalista Huendel Rolim ainda afirma que caso a incompetência da 7ª Vara Criminal de julgar a ação seja acolhida nesta altura, os políticos envolvidos no caso irão se beneficiar de uma nulidade no futuro. “Acaso não seja acolhida a exceção de incompetência à esta altura, os citados atores que detém foro por prerrogativa de função poderão se beneficiar, futuramente, da referida nulidade, pois hão de alegar que foram investigado diretamente por autoridade incompetente e, as provas indiciárias mencionadas pelo Gaeco, serão enterradas pelos tribunais superiores", assinala.

Alan Malouf, que chegou a ser detido no fim do ano passado, confessou em juízo ter doado milhões de reais para a campanha de 2014. Já o empresário Giovani Guizardi, marido de uma prima de Alan Malouf, também contou que os beneficiados com as propinas também eram o ex-secretário da Seduc Permínio Pinto, o ex-servidor Fábio Frigeri, além dos deputados Guilherme Maluf e Nilson Leitão.

O processo da "Operação Grão Vizir" está na reta final. A tendência é que a juíza Selma Arruda emita a sentença ainda neste ano.

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