EMANUEL PEDE AO STF REINTERROGATóRIO DE SILVAL E EX-ASSESSOR
26.09.2017

O pedido consta em petição assinada pela defesa do prefeito no último dia 15.

 

A petição é motivada pela conversa mantida entre o delator Sílvio Araújo e o ex-secretário de Estado de Indústria e Comércio, Alan Zanatta, no dia 28 de agosto, que foi gravada por Zanatta e apreendida pela Polícia Federal, na casa de Emanuel Pinheiro, durante a Operação Malebolge, deflagrada no dia 14 deste mês.

 

Segundo o prefeito, na conversa com Zanatta, o delator Silvio admitiria que “faltou com a verdade nos fatos revelados à PGR”.

 

“Os delatores tiveram o propósito mesquinho e vingativo para ocultar a verdade na colaboração e, ainda, em razão do mandato que exerce o requerente, dar maior peso a suas declarações. O delator foi seletivo nas suas declarações, ocultando fatos importantes ao conhecimento da Justiça”, diz trecho da petição.

O delator foi seletivo nas suas declarações, ocultando fatos importantes ao conhecimento da Justiça

 

“Requer a Vossa Excelência sejam reinterrogados os delatores, acerca das contradições apontadas pelas testemunhas e provas colacionadas”, completa a defesa do prefeito, no documento encaminhado ao ministro Fux.

 

“Mentira premeditada”

 

Os advogados pediram ainda que a autoridade policial responsável pelo inquérito realize a oitiva de duas testemunhas: o ex-secretário Alan Zanatta e Valdecir Cardoso de Almeida (ex-assessor e segurança de Silvio).

 

Na petição, a defesa do prefeito alega que a PGR, tampouco o Ministério Público Federal (MPF), colheu depoimentos de Valdecir, ainda que ele tenha revelado “importantes fatos” sobre episódios delatados por Silvio e Silval.

 

No documento, os advogados citam que Valdecir tinha conhecimento de todos os fatos decorrentes das filmagens realizadas por Silvio, e que tiveram entre as pessoas flagradas, recebendo maços de dinheiro no Palácio Paiaguás, o então deputado Emanuel Pinheiro.

 

“A testemunha (Valdecir) afirma que o delator Silvio César era devedor do irmão do Requerente (Emanuel), dívida não paga oriunda de pesquisas eleitorais, as quais o delator estava quitando com o Requerente no referido dia em que efetuou a filmagem. Afirma, ainda, que o delator Silvio Cezar, ciente da filmagem, fez questão de convidar o Requerente, com o objetivo de prejudicá-lo, desvirtuando o contexto do pagamento que se fazia naquele momento, pois que se tratava de quitação de debito para com o irmão do requerente”, diz trecho do pedido.

 

(O requerente é alvo) de julgamentos públicos, verdadeiros escárnios, sem que o requerente tenha seu direito pátrio da ampla defesa, bem como no seu devido processo legal

Conforme a defesa, “resta evidente que os delatores Silvio e Silval mentiram na colaboração premiada, premeditadamente, em razão do cargo público ocupado pelo Requerente, de prefeito Municipal, para que a imputação falsa, ganhasse peso e repercussão perante Vossa Excelência, com fito da consequente homologação e benesses da liberdade”.

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