SILVAL ASSUME SER SóCIO DE EX-PREFEITO DE CUIABá EM JATO E GARIMPO
28.09.2017

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) usou dinheiro de propina para pagar metade de um jatinho da marca Premier adquirido em sociedade com o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), e outro empresário no valor de R$ 4,8 milhões entre os anos de 2012 e 2013. O “negócio” ocorreu após a aquisição de uma fazenda em Nossa Senhora do Livramento, na região metropolitana de Cuiabá, que seria utilizada para mineração, por R$ 20 milhões.

Silval, Mendes e outras quatro pessoas eram sócias no empreendimento mineral. A informação foi dada pelo  próprio Silval Barbosa em seu acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

Segundo ele, a fazenda adquirida em Nossa Senhora do Livramento tinha aproximadamente três mil hectares e “era muito cobiçada por empresários do ramo da mineração”. “O declarante se recorda que entre os anos de 2012 ou 2013, foi procurado por Mauro Mendes, ex-prefeito de Cuiabá, e Valdinei Mauro de Souza “Ney”, tendo ambos dito ao declarante que havia uma área de garimpo conhecida como Fazenda Juricaba, situada no município de Nossa Senhora do Livramento, com aproximadamente três mil hectares, sendo uma área muito cobiçada por empresários do ramo de mineração”, diz trecho da delação.

Além dos três, Toninho Barbosa, irmão do ex-governador, também tinha interesse na propriedade rural. Silval Barbosa convenceu os proprietários das terras, ligadas a concessionária Morro da Mesa, a dar preferência ao grupo caso desejasse negociar a propriedade.

Ele afirma que seu irmão, o ex-prefeito de Cuiabá, e Ney foram os responsáveis por fechar o negócio em R$ 20 milhões.

“Os interessados Mauro Mendes, Ney e Toninho Barbosa ficaram responsáveis em concretizar a negociação, sendo a área adquirida pelo valor aproximado de R$ 20 milhões em várias parcelas; a sociedade foi estabelecida da seguinte forma: 25% para o declarante e Toninho Barbosa, 20% para Wanderley Fachetti Torres, 5% para José Lacerda e 50% para Mauro Mendes e Ney"’, disse o ex-governador.

Após a transação, Silval Barbosa disse que ele, Mauro Mendes e Ney adquiriram um avião Premier - prefixo PRVMD - pelo valor de R$ 4,8 milhões. O ex-governador pagou  50% desse valor, utilizando dinheiro de propina para bancar o bem de luxo. “Logo após a aquisição da fazenda e a montagem do garimpo, foi adquirido pelo declarante, Mauro Mendes e Ney um avião Premier, prefixo PRVMD; o avião foi adquirido pelo valor aproximado de R$ 4,8 milhões; o declarante pagou a metade desse valor com dinheiro oriundo de retornos‘”, confessou.

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