DELEGADA DIZ NãO TOLERAR OBSTRUçãO àS INVESTIGAçõES
28.09.2017

A delegada da Polícia Civil, Ana Cristina Felder, que requereu as prisões de 2 secretários do governo Pedro Taques (PSDB), afirmou que “não vai tolerar” obstrução à Justiça no inquérito que investiga o esquema de escutas clandestinas no âmbito da Polícia Militar.

Os secretários de Segurança Pública (Sesp), Rogers Jarbas, e de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Benedito Siqueira Júnior, além de outras pessoas ligadas ao governo do Estado, foram presos por envolvimento no esquema de grampos e acusados de tentarem obstruir as investigações. 

Os pedidos de prisão foram acatados pelo desembargador do Tribunal de Justiça, Orlando Perri, que determinou a prisão de oito envolvidos, além de 15 mandados de busca e apreensão e uma condução coercitiva, na Operação Esdras, deflagrada na quarta-feira (27).

De acordo com a delegada, o crime dos grampos ilegais é grave e os envolvidos têm que ser tratados como organização criminosa, diante da complexidade do esquema e da suposta participação de autoridades no âmbito político e judiciário.

“A pena desse crime é o mesmo da organização criminosa. É um verdadeiro atentado, isso dificulta com que a gente avance nas investigações e venha a trazer à tona toda a verdade que a sociedade aguarda”, diz.

Por isso, de acordo com a delegada, não serão toleradas tentativas de dificultar as investigações como ocorreu, motivo pelo qual foi realizada a Operação Esdras. Segundo ela, a ex-primeira-dama do Estado, Samira Martins, e a esposa do ex-secretário chefe da Casa Militar, coronel Evandro Lesco, teriam tentado impedir o andamento das investigações.

“Existe a investigação da interceptação clandestina em si. Cada tentativa de obstruir a justiça é uma nova investigação. Essa de hoje é uma investigação, uma operação dessa tentativa de obstruir e embaraçar a investigação referente às interceptações, que toda a sociedade espera resposta”, disse.

Ainda segundo a delegada, não está descartado o pedido de novas prisões, caso seja necessário. “A partir de agora, nós não vamos mais tolerar nenhum tipo de obstrução, nenhum tipo de que se crie mais nenhuma dificuldade. Sendo essas atitudes de atrapalhar as investigações por alguém da organização criminosa ou por um mero amigo, nós vamos avaliar e, se necessário, iremos representar por novas prisões preventivas”, en

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