JUíZA: NO CARGO, SECRETáRIO PREJUDICARIA INSTRUçãO PROCESSUAL
29.09.2017

A juíza Célia Regina Vidotti, da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá, afirmou que o jornalista Kleber Lima foi afastado do Gabinete de Comunicação do Estado para não prejudicar a instrução processual da ação que responde, por improbidade administrativa.

 

Acusado de assédio moral e sexual contra servidores do Gcom, Lima foi afastado de suas funções pela magistrada, que atendeu a um pedido do Ministério Público Estadual (MPE).

 

A decisão está em segredo de Justiça, mas o MidiaNewsteve acesso a uma cópia.

“Os fatos, sob ótica apresentada pelo MPE na inicial, se mostram gravíssimos, totalmente incompatíveis com o cargo

 

“No caso em comento, analisando os elementos que foram colhidos no inquérito civil, estou convencida que há indícios suficientes de que se o requerido permanecer no exercício do seu cargo irá atuar de modo a prejudicar efetivamente a instrução processual”, escreveu a magistrada.

 

“Os fatos, sob ótica apresentada pelo MPE na inicial, se mostram gravíssimos, totalmente incompatíveis com o cargo ocupado pelo requerido e suficientes para autorizar, em tese, a apuração de responsabilidade do requerido nas esferas administrativa, civil, penal e por improbidade administrativa”, disse a juíza.

 

A decisão de Célia Vidotti traz relatos de servidores que teriam sido sexualmente assediadas pelo secretário afastado. A reportagem preservará seus nomes em função do sigilo judicial.

 

Segundo a juíza, Lima, por várias vezes, constrangeu uma servidora, "insinuando-se através de manifestaçoes verbais, além de tocá-la no pescoço e ombros, tentando abraçá-la e beijá-la. A servidora ora vítima teria decidido que não mais participaria de reuniões e viagens com o secretário, pois estava com medo devido as abordagens que ele fazia, com evidente conotação sexual e buscando uma intimidade que nunca existiu entre eles”.

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