EX-SECRETáRIO REVELA QUE COCA COLA "DOOU" R$ 100 MIL PARA CAMPANHA DE SILVAL
18.10.2017

O empresário Ricardo Lomba, presidente do Grupo Renosa, fabricante franqueada da Coca-Cola em Mato Grosso, pagou R$ 100 mil ao ex-governador Silval Barbosa(PMDB) no ano de 2011, que utilizou o dinheiro para quitar dívidas de sua campanha à reeleição em 2010. As informações constam na colaboração premiada do ex-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Pedro Nadaf, homologados pelo STF.

Na época, Nadaf afirmou que pedia doações a empresários com o objetivo de saldar dívidas do ex-governador. “Um desses empresários foi Leonardo Lomba, de quem eu era amigo. Ainda em dezembro de 2010, em um encontro na sede da Renosa, em Várzea Grande, solicitei auxílio financeiro, tendo ele prontamente se disposto a contribuir com R$ 100 mil”, disse Nadaf, em trecho da delação divulgado pelo site Midianews.

O ex-secretário disse que emitiria notas fiscais de sua empresa – a NBC Consultoria -, em favor da Renosa para transferência dos recursos. Lomba, por sua vez, ficou responsável pela realização de depósitos na conta de Nadaf. 

Se comprovadas as declarações, o esquema pode ter sido utilizado para formação de Caixa 2 (doações a políticos não declaradas à Receita Federal), além de lavagem de dinheiro. “Passados alguns dias, Leonardo entrou em contato comigo informando que havia feito o primeiro depósito, no valor de R$ 25 mil, sendo que os outros três, no mesmo valor, foram feitos de forma sucessiva pelo empresário”, diz a delação.

De acordo com Nadaf foram emitidas quatro notas fiscais da NBC no valor de R$ 25 mil cada uma. Ele disse também que os valores não foram repassados mediante a nenhum tipo de benefício à Renosa, que já estava enquadrada no Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), a principal político público de incentivos fiscais do Estado.

O trecho da delação que cita a Renosa foi desmembrado pelo STF – onde tramitam os autos da ação -, e remetidos à juíza da Sétima Vara Criminal do TJ-MT, Selma Rosane Santos Arruda, em razão de Lomba não possuir prerrogativa de foro. 

Os depoimentos também teriam sido encaminhados ao Ministério Público Estadual (MP-MT) em razão da suposta prática de improbidade administrativa de Pedro Nadaf.

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