AUDITOR LEMBRA MAQUINáRIOS E DIZ QUE SILVAL ERA INVESTIGADO DESDE A GESTãO PASSADA
19.09.2017

O secretário-adjunto de controle preventivo do Estado, José Alves Pereira Filho, que foi auditor-geral no governo Silval Barbosa (PMDB) rebateu as críticas do procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo, de que as auditorias da gestão passada não fiscalizavam o ex-gestor. Ele afirmou que o trabalho intenso das auditorias com o Ministério Público trouxe a tona vários casos hoje delatado por Barbosa.

Na última semana, o procurador Mauro Curvo, em entrevista a imprensa, afirmou que a Controladoria-Geral do Estado só ‘foi investigar o mal feito’ quando o governador Pedro Taques (PSDB) assumiu o comando do Estado. “O Silval Barbosa não iria investigar a si próprio”, afirmou Curvo.

Porém, José Alves contou estar surpreso com a declaração. Ele garantiu que houve trabalho de auditorias no governo passado, itando que, inclusive, sofreu pressão para ser retirado do cargo.

“Causou bastante surpresa esta fala do Mauro, a quem eu tenho bastante admiração, pois no período de 2010 a 2014 tivemos uma intensa atuação de trabalho em parceria com o Ministério Público Estadual. Inclusive, sofremos pressão para que eu fosse retirado do cargo de auditor-geral por conta do trabalho junto com o MP”, disse o secretário.

O ex-auditor também citou vários casos em que o trabalho da auditoria na gestão Barbosa ajudou o Ministério Público, entre eles o "Escândalo dos Maquinários". “Nós já assumimos a gestão fazendo o trabalho dos Maquinários que apontou ali uma fraude de R$ 44 milhões e a denúncia do MP foi baseado no trabalho da auditoria. Tivemos também a questão das Cartas de Crédito e da Conta Única, além de vários outros fatos”, afirmou.

Sobre a delação premiada do ex-governador, o ex-auditor lembrou que um caso envolvendo fraude no MT Saúde também foi identificado em auditoria realizada na gestão passada. “Em nossos relatórios de auditoria do MT Saúde, apontamos que houve pagamento indevido a determinada empresas do grupo hospital Santa Rosa no valor de R$ 3,8 mi e na sua delação o ex-governador fala de 4 milhões. Não posso afirmar se ele estava falando da mesma coisa, mas os números coincidiram”, finalizou. 

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