APóS DECISãO CONTRA JARBAS E CRíTICAS AO MPE, SECRETáRIO DE DIREITOS HUMANOS PODE SER PRóXIMO ALVO EM INQUéRITO
21.09.2017

Na sessão plenária da última quinta-feira (14), o desembargador Orlando Perri levantou dúvidas sobre a atuação do Ministério Público Estadual. O desembargador questionou o motivo do MPE não ter denunciado o coronel Benedito Siqueira Júnior uma vez que a conduta do secretário de Justiça e Direitos Humanos foi descrita como idêntica a de outros militares que se tornaram réus. Veja vídeo no final da matéria.


O Coronel Benedito Alves de Siqueira Júnior pode ser alvo de novas diligências ou até mesmo medida cautelar proferida por Perri nas próximas semanas. Caso semelhante aconteceu com o secretário Roger Jarbas, que até então não era réu no processo, mas foi afastado da pasta de Segurança Pública nesta quarta-feira (20) por suspeitas de ter obstruído as investigações.

Na última quinta, Perri entendeu que o Coronel Siqueira deveria ter sido denunciado pelo Ministério Público por supostamente ter cometido as mesmas irregularidades do Tenente Coronel Januário, este sim denunciado. O desembargador apontou que os dois apresentaram militares de patentes inferiores para servir no falso núcleo de inteligência, setor que funcionava como um escritório para supervisionar as escutas ilegais.

 “Aí eu pergunto a vocês: por que o Januário foi denunciado e o Benedito Siqueira não, por que? São situações senão idênticas, assemelhadas. Se o Ministério Público viu crime em relação a Januário como não viu crime em relação a Benedito Siqueira?”, questionou inflamado o desembargador.

O afastamento do coronel Roger Jarbas do cargo por conta de decisão do desembargador Orlando Perri proferida nesta quarta-feira (20) retoma diversas dúvidas sobre membros do alto escalão do governo. Alguns deles suspeitos de terem participado de casos de interceptações telefônicas ilegais. Entre os principais figura o coronel Siqueira que é investigado pelo MPE, mas segue sem nenhuma denúncia. 

A medida proferida por Perri determina que Jarbas tenha de usar tornozeleira eletrônica e não possa se retirar do país. A cautelar foi imposta porque o secretário foi acusado de obstruir as investigações comandadas pelo delegado Flávio Stringuetta e pela promotora Ana Cristina Bardusco.

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