PERRI AFIRMA QUE JARBAS USOU CARGO PARA "BENEFICIAR ALIADOS"
21.09.2017

O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, acusou o secretário de Segurança afastado, Rogers Elizandro Jarbas, de usar o cargo no Governo para beneficiar aliados.

 

Na decisão que afastou o secretário do cargo e determinou o uso de tornozeleira, o desembargador citou dois episódios em que Jarbas deu decisões favoráveis a pedidos feitos pelo governador Pedro Taques (PSDB) e pelo ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques. Ambos pediram acesso a documentos que eram sigilosos.

 

“O ex-secretário-chefe da Casa Civil e primo do governador do Estado, Paulo César Zamar Taques, com a finalidade de tomar conhecimento sobre a existência de investigação, ou não, contra sua pessoa, peticionou diretamente ao secretário Rogers Jarbas, pedindo cópia do procedimento que tramitava sob sigilo. E o curioso, para não se dizer inusitado, é que o secretário, simplesmente, proferiu decisão no pedido feito, determinando o fornecimento de cópias”, citou Perri

 

Uma coisa é defender os interesses do Poder Executivo, do qual faz parte. Outra, é praticar atos contrários à margem da lei, no intuito de favorecer seus acompadrados

“Além disso, chegou ao meu conhecimento, por intermédio do ofício subscrito pelo delegado de Polícia Flávio Henrique Stringueta, que o secretário de Segurança não deferiu apenas o pedido formulado pelo Escritório Zamar Taques Advogados Associados, mas, também, na mesma data, acolheu requerimento deduzido por seu chefe, o governador do Estado, José Pedro Gonçalves Taques, determinando o fornecimento de fotocópia de autos sigilosos”, afirmou.

 

Para Perri, não há dúvidas de que Rogers Jarbas “interferiu e vem interferindo” diretamente nas investigações policiais sobre um suposto esquema de grampos telefônicos em Mato Grosso.

 

“Portanto, não resta a menor dúvida de que o representado, valendo-se do cargo ocupado, vem agindo de maneira incisiva e direta no sentido de beneficiar seus aliados, determinando o fornecimento de documentos, até então, sigilosos, em detrimento das investigações levadas a efeito pelas autoridades policiais”, disse.

 

“Uma coisa é defender os interesses do Poder Executivo do qual faz parte, comportamento este que se patenteia até natural. Outra, é praticar atos contrários à margem da lei, no intuito de favorecer seus acompadrados, ou de perseguir aqueles que vão de encontro com seus interesses”, afirmou.

 

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