CURVO: “NãO QUEREMOS DEFENDER O GOVERNADOR E SEUS SECRETáRIOS”
22.09.2017

O procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo, afirmou que o Ministério Público Estadual (MPE) não "tem interesse" em defender o governador Pedro Taques (PSDB) e seus secretários na investigação de um suposto esquema de grampos ilegais em Mato Grosso.

 

A declaração é uma resposta ao desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça.

 

Na decisão que determinou o afastamento e a colocação de tornozeleira eletrônica no secretário de Segurança Rogers Jarbas, o desembargador havia refutado os argumentos do MPE, que emitiu parecer contrário ao pedido.

 

Na última semana, Perri já havia criticado o fato de o procurador-geral não ter oferecido denúncia contra o secretário de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Siqueira Júnior, no suposto esquema. 

 

“Vamos nos ater aos fatos. As críticas que ele [desembargador] faz é para dar a entender à opinião pública que nós estamos querendo defender o

Vamos nos ater aos fatos. As críticas que ele [desembargador] faz é dar a entender a opinião pública que nós estamos querendo defender o governador Pedro Taques e os secretários deles. Mas, isso aí não é verdade. É só olhar os fatos do processo

governador Pedro Taques e os secretários deles. Mas isso aí não é verdade, não queremos defender. É só olhar os fatos do processo”, disse.

 

“Tudo isso [investigação dos grampos] só teve início porque nós ouvimos o promotor de Justiça Mauro Zaque e encaminhamos de volta o processo para Procuradoria Geral da República, pois a representação veio de lá pra cá porque eles não enxergaram elementos em desfavor do governador Pedro Taques.  Então veja: quem teve interesse em apurar os fatos fomos nós”,  afirmou.

 

Mauro Curvo disse ainda que, dentro do processo de investigação sobre os grampos, o Ministério Público requisitou ao desembargador o cumprimento de busca e apreensão contra militares envolvidos no caso, o que foi negado pelo magistrado.

 

O procurador-geral disse que o MPE foi contra a soltura de alguns coronéis, mas, por decisão de Perri, eles ganharam liberdade. São alvos da investigação o ex-comandante da PM, coronel Zaqueu Barbosa, o ex-secretário de Estado da Casa Militar, Evandro Lesco, o coronel Ronelson Jorge de Barros, o tenente-coronel Junuário Antônio Edwiges e o cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Junior.

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