EM áUDIO, EX-CHEFE DE GABINETE DIZ QUE SILVAL NãO HONRA COMPROMISSOS E NEGA PAGAMENTOS A TAQUES
22.09.2017

Em conversa com o ex-secretário de Indústria e Comércio de Mato Grosso, Alan Zanatta, o ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), revelou que não houve nenhum pagamento do peemedebista para a campanha do governador Pedro Taques (PSDB). O bate-papo que aconteceu na casa de Silvio César no final de agosto foi gravada por Zanatta.

Em sua delação premiada, Silval Barbosa relatou a Procuradoria Geral da República (PGR) que se reuniu com o então senador Pedro Taques (PSDB), que disputava a sucessão estadual, na presença do ministro da Agricultura, Blairo Magg (PP) e do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB). Na reunião, ficou definido que Silval não apoiaria a campanha de Lúdio Cabral (PT), adversário de Taques com o compromisso de que sua gestão não seria investigada.

Silval contou que, posteriormente, recebeu pedido de arrecadar R$ 20 milhões para a campanha de Taques. Os recursos seriam “a garantia” de que o compromisso firmado com o governador seria honrado. 

Em um dos trechos do áudio feito pelo ex-secretário, Silvio afirma que Silval tem o defeito “não honrar os seus compromissos”. No diálogo, o ex-chefe de gabinete contou sobre o acordo entre Taques e Silval, mas disse que o ex-governador “pulou fora”.

Silvio: O Silval tem um defeito, ele faz o compromisso e...

Zanatta: Não honra né, todo mundo reclamou isso.

Silvio: Vê ai na delação dele,  o Pedro Taques, não pagou. Não estou falando que ele tinha que pagar.

Zanatta: O Pedro Taques. (Silval) ajudou com alguma coisinha?

Silvio: Nada, ficou só na conversa, não deu nada. Na delação ele mesmo fala. Eles tiveram uma conversa e ele pulou fora.

Na conversa eles também falam sobre a forma como ele gravou os deputados e principalmente sobre o envolvimento do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

A defesa de Silvio e Silval, em nota afirmaram que a gravação foi uma forma de Zanatta “justificar o injustificável”, deixando claro que os pagamentos aos parlamentares da época, incluindo Emanuel Pinheiro eram de propina.

O áudio com a toda a conversa gravada por Zanatta foi divulgado nesta quinta-feira (21) na versão online do jornal Folha de São Paulo. A publicação comparou o caso com a omissão de informações da delação premiada da JBS.

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