ANTôNIO JOAQUIM DESISTE DE JUDICIALIZAR APOSENTADORIA E VAI ESPERAR PRAZO PARA TAQUES HOMOLOGAR PEDIDO
27.10.2017

Depois de mobilizar parcela considerável da imprensa de Cuiabá, o presidente afastado do Trabalho de Contas do Estado (TCE), conselheiro Antônio Joaquim Neto, desistiu de entrar com ação judicial e decidiu aguardar a homologação de seu requerimento de aposentadoria pelo governador José Pedro Taques (PSDB). Ele aproveitou a oportunidade para disparar críticas viscerais contra a atual administração, principalmente por causa da crise financeira e dos atrasos nos repasses aos poderes Legislativo e Judiciário e órgãos autônomos – Ministério Público do Estado e TCE.

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Sem poder se filiar a um partido por ainda não ter se aposentado, Joaquim afirmou ter desistido de protocolar o mandado de segurança para fazer com que Taques assinasse sua aposentadoria para respeitar o prazo legal que é de 20 dias. Como o presidente do Tribunal de Contas do Estado enviou o processo a Taques no dia 19, o governador tem até o próximo dia 8 para assiná-lo.
 
“Houve uma orientação dos advogados no sentido de que o conveniente é não entrar com o mandado e lá na frente tomar outras providencias. Enquanto não publicar o ato de aposentadoria não posso me filiar, não posso ter a militância política, então vou aguardar, mas espero que o Pedro Taques tenha juízo de não lambuzar e contaminar o cargo de governador com a sua pretensão de ser candidato a governador”, disse a jornalistas eu estiveram no Tribunal de Justiça na tarde desta sexta-feira (27).
 
Para o conselheiro afastado, a demora de Taques em assinar sua aposentadoria por medo de sua pré-candidatura e do ato político das oposições ao governo que será feito no dia de sua filiação no PTB, marcado para o dia 8 de novembro.  
 
“Ele está com medo da minha pré-candidatura, o governador Taques tinha que ter mais coragem, vive amedrontado no palácio pelo fracasso de sua gestão. Ele é o exemplo de fracasso administrativo e não tem vocação para administração”m afirmou.
 
Afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), no processo que investiga a delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e seus familiares, Antônio Joaquim decidiu se aposentar e disputar o governo de Mato Grosso, em 2018, para provar que não tem nada a temer. Além dele, outros quatro conselheiros foram afastados por ordem do STF– José Carlos Novelli, Valter Albano, Waldir Júlio Teis e Sérgio Ricardo.

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