SEFAZ: "HAVERá RISCO DE ATRASO ENQUANTO HOUVER CRISE ECONôMICA"
30.10.2017

O secretário de Estado de Fazenda, Gustavo de Oliveira, declarou, nesta segunda-feira (30), que enquanto houver crise, haverá o risco de atrasos nos pagamentos dos servidores públicos de Mato Grosso.

 

Oliveira ainda comentou que o Executivo não descarta a possibilidade de escalonar salários dos servidores públicos.

 

O salário referente a setembro foi depositado para 78% dos servidores em 10 de outubro, data em que foram pagos os aposentados e servidores das secretarias de Educação, Saúde e Segurança Pública. Os demais salários foram pagos somente no dia seguinte.

 

De acordo com Gustavo de Oliveira, a possibilidade de novos atrasos nos pagamentos dos servidores está condicionada ao fluxo de caixa no Estado.

 

“Sempre houve risco, haverá risco [de atrasos salariais] enquanto houver a crise econômica. O fluxo de caixa tem sido apertado desde o começo do Governo e essa situação não se reverte, porque não tem dinheiro do Governo Federal e não tem alívio nas contas”, disse, em entrevista ao programa Chamada Geral, da rádio Mega FM.

 

Mesmo com as dificuldades, o secretário garantiu que o funcionalismo público é considerado prioridade desde o início do Governo.

 

“Tanto é que há também atraso com Saúde, Prefeitura, tem fornecedor do Estado reclamando, tem obra com problema por falta de financiamento, mas o salário tem sido pago no dia 10, dentro do que o fluxo do Estado permite”, declarou.

 

Sempre houve risco, haverá risco [de atrasos salariais] enquanto houver a crise econômica

Oliveira afirmou que desde dezembro, quando assumiu a Secretaria no lugar de Seneri Paludo, tem encontrado dificuldades para realizar o pagamento dos servidores.

 

“Quando cheguei, havia uma folha para pagar em cinco dias. No dia em que eu cheguei à Secretaria, ela ainda não tinha recursos para pagar aquela folha inteira e a arrecadação completou esses recursos para fazer os pagamentos. E assim tem sido desde então”, disse.

 

Ele explicou que, desde aquela época, os pagamentos dos servidores são condicionados à arrecadação feita no mês. Segundo o secretário, o escalonamento do salário de setembro somente ocorreu em razão de os valores arrecadados pelo Estado não atingirem a meta dentro do prazo ideal.

 

“No último mês, pagamos em torno de 80% dos servidores no dia 10 e o resto no dia 11, porque dia 8 foi um domingo e não teve arrecadação. Dentro do que arrecada, o Estado demora dois dias para que esse dinheiro esteja disponível em suas contas”.

 

“Então tivemos que usar a arrecadação do dia 9, que foi uma segunda-feira, para terminar de pagar a folha no dia 11”, acrescentou.

 

Conforme o secretário, o risco de atrasar salários ou escalonar os pagamentos existe desde antes de ele assumir a Sefaz.

 

“Grande parte dos servidores e da sociedade não entendeu, mas é assim que o Estado tem sido administrado hoje. Nós temos uma projeção de receita e ela tem que ser suficiente para cobrir a folha. Esse risco sempre existiu, nós não fazemos alarme nem jogo com números”.

 

“Os números do Tesouro estão lá. São servidores de carreira que estão no Tesouro estadual, eles conhecem a realidade do Estado melhor do que ninguém”, pontuou.

 

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