CâMARA DE CUIABá OFICIALIZA CPI; OPOSIçãO QUER
14.11.2017

Vereadores da base e de oposição em Cuiabá divergem sobre a data de criação e para instauração da CPI que investigará o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), flagrado recebendo dinheiro das mãos do ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Sílvio César Correa Araújo. Além disso, os parlamentares da situação exigem suas assinaturas no requerimento de criação da comissão.

Os parlamentares da oposição defendem que a criação da CPI tenha como base da data do protocolo na Câmara, ou seja, o dia 7 de novembro. Com isso, a comissão teria que ser criada dois dias depois, já com definição dos membros, presidente e relator.

A oposição entende que o grupo situacionista pretende preencher os principais cargos da comissão e, assim, “abafar” as investigações contra Emanuel Pinheiro. “Está configurando uma manobra para alcançar a relatoria da CPI e assim atrapalhar a CPI. Há intenção de calar a CPI, intenção de silenciar a CPI”, assinalou o vereador Abílio Junior (PSC).

Para o vereador Dilemário Alencar (PROS), a CPI deve ser composta pelos vereadores que apoiaram sua criação desde o início. Segundo ele, a base só assinou após o requerimento ter sido protocolado na Câmara com as 9 assinaturas necessárias para a criação da CPI. “Entendemos que tem que ser os 9 que primeiro assinaram a CPI que devem compor a comissão”.

O veredor Felipe Wellaton (PV) anunciou que a oposição exige compor os principais cargos da comissão. "Se o relator e presidente não estiver os 9 que garantiram essa CPI, já fica anunciado que vamos buscar a Justiça".

O vereador Toninho de Souza (PSD), que garantiu a 9ª assinatura para a criação da comissão, alegou que aliados do prefeito tem agido para intimidar a comissão. Ele colocou ainda que chegou a ser ameaçado após sua decisão de assinar o requerimento para a investigação. “Fui atacado, inclusive por segurança do prefeito Emanuel Pinheiro. Segurança nomeado pela prefeitura de Cuiabá”.

Porém, o entendimento da procuradoria da Câmara é de que o requerimento só tem validade após a leitura em plenário, o que foi feito nesta terça-feira. O presidente da Câmara, vereador Justino Malheiros (PV), agendou para a próxima quinta-feira a reunião do colégio de líderes que definirá a composição da comissão.  

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