SILVAL DESTACA “VALOR INCOMENSURáVEL” DE DELAçãO E PEDE PERDãO JUDICIAL EM MT
14.11.2017

A defesa do ex-governador Silval Barbosa (sem partido) pediu perdão judicial na ação penal referente a "Operação Seven" por causa de sua colaboração premiada. O documento, divulgado pelo site Midianews, protocolado pelos advogados do ex-chefe do executivo estadual na 7ª Vara Criminal de Cuiabá na última semana.

A defesa destacou o valor das informações repassadas por Silval Barbosa em sua colaboração premiada. Segundo os advogados, ele detalhou "fatos inimagináveis, com riqueza de informações".

O pedido é sobre a ação relativa a Operação Seven, que apura um esquema que desviou dinheiro público na compra de uma área na região do Manso, em Chapada dos Guimarães. A área que, segundo o Gaeco, já pertencia ao Governo do Estado, foi "recomprada", com objetivo de desviar recursos públicos.

A defesa de Silval Barbosa pontua que o ex-governador trouxe informações de “valor incomensurável”, com um extenso e denso material probatório produzido, como documentos juntados, vídeos de excelente resolução, além de descrição minuciosa de fatos inimagináveis. “Sua colaboração se reveste da mais alta efetividade do ponto de vista da instrução processual do presente feito e de tantos outros que possam vir a ser deflagrados. A propósito, não foi sem razão que o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, ao homologar o acordo de colaboração premiada firmado entre o colaborador e o Ministério Público Federal, disse ser uma ‘delação monstruosa’”, diz a defesa de Silval.

Os advogados do ex-governador também ressaltam que a delação serviu de base para a deflagração de outras operações pelo Supremo Tribunal Federal, além de ter elucidado e confirmando trabalhos realizados pela Auditoria Geral do Estado. “Ainda que a Procuradoria-Geral da República tenha pactuado no acordo a redução em 2/3 da pena, tendo em vista tudo quanto foi trazido à baila, o compromisso firmado em devolver vultosa quantia ao erário; por se tratar de uma colaboração premiada nacionalmente conhecida, dada a amplitude e qualidade do teor do acordo, pode esse juízo, ao valorar os elementos de prova colacionados ao pacto, ampliar o benefício legal, concedendo ao colaborador o perdão judicial”, completou.  

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