DELEGADO LAMENTA SUSPENSãO DE INVESTIGAçõES SOBRE GRAMPOS: “ESTáVAMOS EM UM BOM MOMENTO”
23.10.2017

O delegado Flavio Stringueta, que auxilia a delegada Ana Cristina Feldner nas investigações dos grampos ilegais, lamentou a suspensão das investigações por parte da Polícia Judiciária Civil (PJC). Segundo ele, nos últimos dias houve um “grande avanço” nos trabalhos já que os presos estavam começando a fazer revelações sobre o esquema: “Estávamos em um bom momento”. Vale lembrar que o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell retirou das mãos do desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) a relatoria da “Grampolândia Pantaneira”.

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“Nós estávamos em um bom momento para começar a produzir informações que estavam ocultas no inquérito anteriormente. Os presos estavam começando a ver que a única forma de se ajudar era falando a verdade, infelizmente houve essa paralisação”, disse o delegado ao Olhar Direto.
 
Agora, Ana Cristina Feldner e Flavio Stringueta aguardam a decisão do ministro para saber se as investigações continuarão com a Polícia Judiciária Civil ou irão para Brasília, já que alguns dos investigados possuem prerrogativa de foro privilegiado. A decisão foi embasada no pedido do governador Pedro Taques (PSDB), que ingressou com petição perante ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A portaria que designava os dois policiais para investigar o caso já foi revogada.
 
Mauro Campbell retirou das mãos do desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) a relatoria da “Grampolândia Pantaneira”. Assim, ficará responsável por seis inquéritos sobre o caso, incluindo os próximos que poderão surgir.
 
O Ministro do Superior Tribunal de Justiça fez questão de esclarecer que qualquer outro procedimento investigatório instaurado para investigar interceptações ilegais em mato grosso deve ser remetido imediatamente a sua relatoria. O sigilo dos autos também foi determinado.
 
A Operação Esdras
 
Poucos dias após manifestações do Poder Executivo contra atuação de Perri, a operação Esdras, desencadeada em  27 de setembro, com base no depoimento prestado pelo tenente coronel da Policia Militar José Henrique Costa Soares, revelou um verdadeiro esquema criminoso para frear as investigações sobre interceptações ilegais e afastar o desembargador.
 
Conforme os autos, em depoimentos prestados por Soares “descortinou-se um sórdido e inescrupuloso plano” no intuito de interferir nas investigações policiais e macular a reputação do desembargador Orlando Perri em todos os inquéritos instaurados.
 
Segundo o processo, Costa Soares foi convocado para atuar como escrivão no inquérito do caso grampos. Logo da convocação, a suposta organização criminosa teria buscado sua cooptação.
 
Seria tarefa do tenente coronel a juntada de informações sobre Perri para provocar a suspeição do magistrado.
 
Grampos
 
Reportagem do programa "Fantástico", da Rede Globo, revelou na noite de 14 de maio que a Polícia Militar em Mato Grosso “grampeou” de maneira irregular uma lista de pessoas que não eram investigadas por crime.
 
A matéria destacou como vítimas a deputada estadual Janaína Riva (PMDB), o advogado José do Patrocínio e o jornalista José Marcondes, conhecido como Muvuca. Eles são apenas alguns dos “monitorados”.
 
O esquema de “arapongagem” já havia vazado na imprensa local após o início da apuração de Fantástico.

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