PM DIZ QUE OPERAVA ESCUTAS ILEGAIS DE DENTRO DO GAECO; VEJA VíDEO
23.10.2017

O  cabo PM Gérson Correa, réu na ação penal que apura o esquema de escutas ilegais em Mato Grosso, afirmou que chegou a operar parte dos grampos de dentro da sede do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em 2014, onde se encontrava lotado na época.

 

A afirmação consta em interrogatório prestado à Polícia Civil, na segunda-feira (16). 

 

Coforme as investigações, a "grampolândia" teve início na campanha para Governo do Estado em 2014 e vigorou até 2015. Entre os grampeados estão adversários políticos do governador Pedro Taques (PMDB), jornalistas, servidores e advogados. 

 

Nesse período, eu estava lotado no Gaeco, fazia dupla jornada. A plataforma Sentinela facilitou muito o trabalho porque o acompanhamento era operado pela web, então, eu realizava algumas escutas na sede do Gaeco mesmo

No interrogatório, o policial foi questionado pelo delegado Flávio Stringueta, um dos que conduziram as investigações relacionadas às escutas ilegais, se em algum momento redirecionou os áudios dos grampos de forma online para algum ex-secretário de Estado e militares acusados de participar do esquema.

 

Entre os presos por envolvimento no caso estão os ex-secretários chefe da Casa Civil, Paulo Taques; de Segurança Pública, Rogers Jarbas; e de Justiça e Direitos Humanos, Airton Siqueira; além dos coróneis Evandro Lesco, ex-secretário da Casa Militar, e o ex-comandante da PM, coronel Zaqueu Barbosa. 

 

“O que foi feito foi o direcionamento para dois canais [Wytron e Sentinela usados para realização de escutas], mas não direcionado para outras pessoas. Na verdade, a gente direcionava para dois canais porque o sistema Wytron estava tendo falha, então colocava no Wytron e Sentinela. Alguns dos alvos eu fiz muito isso, por isso deve aparecer ofícios para as operadoras com os dois canais para o mesmo alvo”, disse o cabo.

 

“Nesse período, eu estava lotado no Gaeco, fazia dupla jornada. Com o surgimento da plataforma Sentinela, facilitou muito o trabalho porque o acompanhamento era operado pela web. Então, eu realizava algumas escutas na sede do Gaeco mesmo”, afirmou.

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