BLAIRO MAGGI FOCA REELEIçãO AO SENADO EM 2018 E SEPULTA MOVIMENTO PARA LANçá-LO AO GOVERNO
24.10.2017

Depois de permitir que alguns segmentos voltassem a sonhar, principalmente dirigentes do PP e setores do agronegócio, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, senador Blairo Maggi (PP), descartou qualquer possibilidade de disputar novamente o governo de Mato Grosso, em 2018. Ele assegurou par a reportagem do Olhar Direto que, quando deixar o Ministério da Agricultura, em abril, o foco é uma nova disputa para o Senado da República.
 
“Descarto completamente uma disputa ao Governo do Estado. Já dei minha contribuição junto ao Executivo do Estado”, afirmou o senador, que governou Mato Grosso de 2003 até 2010, em dois mandatos consecutivos. Embora seja líder na maioria das pesquisas de opinião pública sobre tendência do eleitorado, muitas delas “para consumo interno”, nem isso anima Maggi para brigar pelo Palácio Paiaguás.

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A batalha para o Senado é um dos poucos incentivos que o mantém na busca pelo voto popular. “Colocarei meu nome à disposição para uma nova disputa para o Senado Federal. E, se a maioria dos eleitores de Mato Grosso entender que mereço a confiança, continuarei trabalhando, com muita determinação, pelo meu Estado e pelo Brasil”, prometeu Maggi, para a reportagem do Olhar Direto.
 
Em entrevista anterior para o Olhar Direto, durante Seminário do Agronegócio, promovido recentemente pelo Banco Santander, em Cuiabá, o ministro da Agricultura e Pecuária já tinha manifestado sua decisão de buscar a reeleição ao Senado. O diferencial do momento é de que, nas últimas semanas, principalmente após sair da lista dos investigados pela Operação Lava Jato, em decisão do ministro Edson Fachim, do Supremo tribunal Federal (STF), houve crescimento do seu nome.
 
Dirigentes do Partido Progressista e líderes do agronegócio, muitos ligados ao rei da soja Eraí Maggi Scheffer (PP), seu primo, teriam demonstrado “claro assanhamento” em prol de uma candidatura de Blairo para governador.  “Eu não tenho a mínima vontade de disputar o governo. Agradeço as intenções de voto, pois isso é muito bom para mim internamente, mas não é uma coisa que me estimula a disputar uma eleição para o Governo do Estado. Eu vou trabalhar para me reeleger ao Senado”, endossou Maggi, para o Olhar Direto, em recente evento do Banco Santander.
 
Sobre despontar como líder em pesquisas de opinião pública sobre tendência do eleitorado, confessa-se feliz, mas espera que isso se confirme na luta pela reeleição de senador. “São números que me deixam bastante feliz, depois de oito anos à frente do Governo do Estado, um mandato no Senado, passando pelo Ministério da Agricultura... e ainda as pessoas têm uma lembrança boa do meu governo. E é muito bom. Isso é uma satisfação pessoal bastante grande”, complementou Maggi, no mesmo evento.
 
Até o momento, apenas três pré-candidatos são colocados nas listas dos institutos de pesquisas: José Pedro Taques (PSDB), Antônio Joaquim Neto (PTB) e Procurador Mauro Lara (Psol). A candidatura do Psol é uma determinação do Diretório Nacional, mas não há certeza que o candidato seja o Procurador Mauro, já que, em 2014, saiu candidato a deputado federal e foi o quinto mais votado individualmente à Câmara dos Deputados.
 
Blairo Maggi e Eraí Maggi têm defendido apoio à reeleição de Pedro Taques, enquanto parcela considerável do diretório do PP, sob o comando do deputado federal Ezequiel Ângelo Fonseca, manifesta o desejo de marchar com a oposição. Em 2016, o diretório regional do PP contrariou Maggi e firmou coligação com o PMDB e PTB, participando da eleição do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), de Cuiabá.

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