EX-SECRETáRIO NEGA CRIMES E RECLAMA DE DIVIDIR CELA COM FACçõES EM MT
24.10.2017

O ex-secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), Rogers Jarbas, se queixou do período em que esteve preso no Centro de Custódia da Capital (CCC), pois, segundo ele, ficou ao lado de “gente do Primeiro Comando da Capital (PCC), do Comando Vermelho (CV)”. Ele ainda colocou que foi preso por algo que “não fez”.

A declaração foi dada durante seu depoimento no dia 4 de outubro de 2017 no âmbito de um inquérito da Polícia Judiciária Civil (PJC) sobre a atuação de uma organização criminosa que estaria por trás das interceptações telefônicas ilegais em Mato Grosso. Rogers é acusado de trabalhar para obstruir as investigações realizadas pela Polícia Civil.

“Não vejo como justo estar preso, me tirar da minha família, dos meus filhos, por uma mentira de um cara que nunca vi na minha vida, me colocar em uma unidade prisional que tem gente da Mercenários, tem gente que cometeu homicídio, traficante, gente do Primeiro Comando da Capital (PCC), do Comando Vermelho (CV), por algo que não fiz”, disse Jarbas.

Na época do depoimento, o ex-secretário ainda estava detido no CCC. Posteriormente, foi encaminhado ao SOE (Serviços de Operações Especiais), sob alegação de que não poderia manter contato com o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, acusado pelos mesmos crimes. 

Jarbas foi um dos presos durante a deflagração da operação “Esdras”, da PJC, no dia 27 de setembro de 2017. Ele é acusado de obstrução a Justiça ao tentar realizar uma “investigação paralela” contra o promotor de justiça Mauro Zaque, que denunciou o caso dos grampos em outubro de 2015, quando ocupava a chefia da Sesp-MT. Ele também teria repassado inquéritos sigilosos ao ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, extrapolando suas atribuições, uma vez que o pedido deveria ser analisado por autoridade competente, ou seja, o responsável pelo inquérito.

Em seu depoimento, ele também negou que tenha oferecido uma promoção ao tenente-coronel da PM, José Henrique Costa Soares, caso ele concordasse em “espionar” o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), Orlando Perri, considerado a “pedra no sapato” da organização criminosa que estaria por trás dos grampos.

“Não comandava nada das investigações, não sei quem é Catarino nunca vi Catarino, nem sei quem é Soares, nunca vi, nem sabia que existia Soraes, não sabia nem que tinha sido trocado o escrivão do IPM. Eu não acompanhava, ficava distante, até mesmo para não me misturar com a questão, não queria me misturar, a secretaria não me dava nem tempo para querer saber, eu não queria, pelo contrário eu estava sendo investigado, jamais ia poder querer saber alguma coisa, jamais”, disse ele.

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