EX-SENADOR ALEGA QUE CASSAçãO DE ESPOSA EM VG
24.10.2017

O secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, e ex-senador da República, Jayme Campos (DEM), disse que a segunda cassação do mandato sofrida por sua esposa, a prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos (DEM), foi ‘vazada’ antes da publicação oficial da decisão, no dia 3 de outubro de 2017. A gestora é acusada de uso da máquina pública para obtenção de votos, como a promessa de disponibilização de caminhões pipa, perfuração de poços e implantação de asfalto.

A sentença foi do juiz eleitoral Carlos José Rondon. Jayme Campos foi além e disse que a primeira cassação da prefeita – ocorrida no dia 19 de junho de 2017 por suspeita de gastos ilícitos numa campanha institucional da prefeitura em 2016 -, também já era conhecida “vinte dias antes” de ocorrer.

“O que me chama a atenção é de que a primeira cassação da Lucimar já estava prevista. Vinte dias antes já havia um comentário geral da cidade. Feito isso aí me chamou a atenção, nessa segunda cassação, uma senhora me procurou e disse ‘olha o fulano de tal disse que a Lucimar vai ser cassada agora dia 3, que foi o dia da vitória dela, que completou um ano que ela ganhou as eleições. Fulano que falou que o juiz já comentou que nessa data ela vai ser cassada’. E de fato aconteceu as 14 horas desse dia 3 de outubro. Foi feita a segunda cassação”, disse Jayme Campos em entrevista a Rádio Capital FM.

Sobre o assunto, Jayme levantou suspeitas, afirmando que os comentários não são normais. “Isso dá sinal de que algo tá correndo de forma não ideal. Mas acredito que nós temos justiça no país”, disse ele.

A prefeita de Várzea Grande vem sofrendo pressão da justiça eleitoral sobre suposta prática de improbidade administrativa. As cassações já sofreram recursos contrários as medidas e agora são debatidas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), que pode arquivar, ou manter a decisão, decretando o afastamento de Lucimar Campos do cargo de prefeita.

Jayme Campos defendeu o mandato da esposa, dizendo que o cidadão várzea-grandense não se vende por “lata d’água”. “O cidadão várzea-grandense não se vende a troco de lata de água. Não houve nenhuma prática de ilícito. Não houve nenhuma condenação, se fez isso ou aquilo de forma errônea. Fez para o bem de Várzea Grande”, disse Campos.

O ex-senador ainda comentou estar tranquilo sobre as cassações em relação a uma eventual reflexo nas eleições de 2018. Campos disse que o fato de ser, segundo ele, uma liderança política “bem avaliada” para os cargos de senador e de governador – projeto que o DEM de Mato Grosso vem construindo para o próximo pleito eleitoral -, pode despertar “inveja” e “ódio” de adversários políticos.

“Sempre apontam Jayme Campos bem avaliado como Senador quanto Governador. Você há de convir comigo que desperta inveja, ódio, a despeito dos possíveis candidatos. Mas de qualquer forma estamos muito tranquilos. Vamos aguardar se nós seremos candidatos ou não seremos candidatos. Vamos aguardar. Certamente o futuro a Deus pertence”.

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