TAQUES LEMBRA ROUBO DE R$ 1 BI DE SILVAL E AVISA QUE NãO FARá FRAUDES PARA PAGAR SALáRIOS EM MT
27.11.2017

O governador Pedro Taques (PSDB) “abriu o coração” em live transmitida pelo Facebook no final da tarde deste domingo. Fazendo comentários sobre sua administração, em especial a área da saúde, que passa por uma crise de falta de pagamento aos fornecedores e repasses aos hospitais filantrópicos, o chefe do Executivo disse que um grupo criminoso desviou mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos nos últimos anos em referência a administração do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que chegou a ser preso, mas hoje está detido em sua residência após acordo de colaboração premiada.

O governador sugeriu que os reflexos da corrupção na gestão passada resultou na atual crise, inclusive com atraso de salários de parte dos servidores públicos em outubro deste ano. “As administrações anteriores tinham dinheiro. Muito dinheiro. Mas esse dinheiro era muito mal aplicado, inclusive era roubado. Segundo a Justiça, grupos criminosos já teriam desviado mais de R$1 bilhão. Portanto, roubaram o dinheiro que agora está faltando muito”, lamentou.

Taques refutou a tese de que o Estado está quebrado e explicou a crise financeira. “Quero abrir meu coração e falar a verdade: o Estado de Mato Grosso não está quebrado. O Estado de Mato Grosso é muito forte. O Estado de Mato Grosso é o Estado que se desenvolve aos índices chineses. Mas estamos com problema de fluxo de caixa. Estamos buscando recursos para equacionar todas as dívidas”, disse Taques.

Numa entrevista ao Blog do repórter Fausto Modesto, do jornal O Estado de São Paulo, concedida em setembro de 2017, Taques já tinha indicado o suposto roubo de R$ 1 bilhão promovido pelo grupo de Silval Barbosa, dizendo que ele tinha levado até mesmo o tapete do Palácio Paiaguás. Em agosto deste ano, a Controladoria Geral do Estado (CGE) apontou para irregularidades da gestão do ex-governador no montante de R$ 1,03 bilhão. 

Entre as fraudes esta o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que deveria ser entregue em março de 2014 e já consumiu R$ 1,066 bilhão dos cofres públicos estaduais. Na live, Pedro Taques também citou recursos que devem aportar às contas do Governo do Estado, que no curto e médio prazo devem somar o montante de aproximadamente R$ 560 milhões. “Vamos receber R$ 120 milhões em emendas parlamentares que vão para saúde. Estamos cobrando uma dívida de 20 anos com a Conab. Mais R$ 120 milhões. Essa semana, estamos também buscando o FEX: R$ 320 milhões para o Estado de Mato Grosso e R$ 100 milhões para os municípios”, afirmou o governador.

ATRASO SALARIAL

O governador disse no vídeo que administrar sem dinheiro é fazer opções e justificou o atraso no salário de parte dos servidores públicos estaduais – aqueles que tem subsídio de mais de R$ 14,1 mil brutos receberam só no último dia 22 de novembro -, afirmando que teve que tirar R$ 50 milhões do pagamento do funcionalismo para repassar a área da saúde. Em razão da suposta crise financeira, o Poder Executivo de Mato Grosso alterou o dia de pagar os servidores em setembro de 2016, passando do último dia útil do mês trabalhado até o dia 10 do mês subsequente.

Taques disse ainda que não vai cometer irregularidades para honrar compromissos com o funcionalismo. “Nós recebemos muitas críticas por passar o salário para o dia 10. Mas 10 Estados da Federação estão atrasando o salário. E nós pagamos dia 10 até quem ganha R$ 7 mil. Eu só fiz isso porque nós tiramos R$ 50 milhões do salário dos servidores para pagar a saúde. Eu não vou roubar para pagar salário”.

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