SECRETáRIO: "SE FEX DEMORAR, SITUAçãO SERá DE EXTREMA ESCASSEZ"
27.11.2017

O secretário de Estado de Planejamento, Guilherme Muller, afirmou que a situação econômica do Estado será de “extrema escassez”, caso os recursos do Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX) não sejam repassados até o fim deste ano.

 

O FEX é um recurso repassado pelo Governo Federal para auxiliar os Estados. Neste ano está previsto o repasse de R$ 1,9 bilhão em todo o País. Deste valor, R$ 496 milhões serão destinados a Mato Grosso. O montante é considerado pelo Estado como uma das poucas alternativas para salvar a economia do Estado neste fim de ano.

 

Na semana passada, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinou que o projeto referente ao repasse fosse colocado em regime de urgência urgentíssima.

 

Desta forma, a previsão é que o item seja votado nesta terça-feira (28), para posteriormente ser votado no Senado Federal e depois passar por sanção presidencial.

 

De acordo com o secretário de Planejamento, o atraso no repasse do FEX pode prejudicar ainda mais a economia do Estado e fazer com que o Executivo realize novos escalonamentos nos pagamentos dos servidores, como aconteceu nos dois últimos meses.

 

Nós contamos com o FEX para honrar os compromissos do fim do ano, inclusive para fazermos o pagamento da folha no dia 10

“Nós contamos com o FEX para honrar os compromissos do fim do ano, inclusive para fazermos o pagamento da folha no dia 10, como deve ser. Se o FEX demorar muito, vai ser uma situação de extrema escassez, porque aí teremos que sentar e verificar o que vai ser feito, com os recursos que estão disponíveis.”, declarou.

 

“A gente só não quer que venha no último dia do ano, porque aí não tem como pagar a folha”, completou.

 

Ele afirmou que será uma "ingrata surpresa" se o a verba não for repassada até o fim do ano,

 

“Será muito surpreendente para nós, porque é uma obrigação da União e não um pedido. Ele é de propriedade do Estado. O que acontece é que eles [o Governo Federal] também estão passando por dificuldades e, por isso, também atrasam. Da mesma forma que a gente atrasou os recursos do duodécimo, eles estão atrasando a transferência desse recurso para a gente”, disse.

 

“Os recursos sempre foram transferidos no mês de novembro ou em dezembro. Mas já houve anos em que não transferiram. Mas eu acho que será transferido. Estou otimista em relação a isso”, acrescentou.

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