DELEGADOS DA CIVIL DENUNCIAM COLEGA POR CALúNIA E DIFAMAçãO
28.11.2017

Os delegados Ana Cristina Feldner e Flávio Stringueta entraram com uma queixa-crime contra o também delegado Vitor Chab Domingues, na última quinta-feira (23), por calúnia e difamação.

 

O processo tramita no Juizado Especial Criminal Unificado de Cuiabá e é conduzido pelo juiz Mário Roberto Kono de Oliveira.

 

Feldner e Stringueta eram os responsáveis por conduzir as investigações sobre os grampos clandestinos em Mato Grosso, no âmbito da Polícia Civil. Eles deixaram as apurações após os procedimentos serem encaminhados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).  

 

A ação movida pelos delegados contra Domingues – titular da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) – tem como base declarações feitas por ele em um grupo de WhatsApp.

 

Conforme os autos do processo, Domingues teria tecido duras críticas aos delegados que conduziam as apurações sobre os grampos ilegais.

 

As declarações dele teriam sido feitas após o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, determinar a aplicação de medidas cautelares contra o então secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, com base em investigações dos delegados.

 

Entre as medidas aplicadas contra Jarbas, estavam o afastamento do cargo de secretário de Segurança Pública e a utilização de tornozeleira eletrônica.

 

Por meio de um grupo de WhatsApp do condomínio em que mora, onde Jarbas também morava, Domingues prestou solidariedade ao amigo e criticou a postura de Feldner e Stringueta.

 

Nos autos, os delegados alegaram que o titular da DRE teceu críticas consideradas pessoais e de baixo calão. No fim do texto, o delegado avisou: “Se quiserem, podem me processar”.

 

Os delegados foram informados por amigos sobre a publicação feita por Domingues e decidiram acioná-lo judicialmente.

 

Além da ação criminal, os delegados ainda podem entrar com pedido de danos morais e solicitar medidas administrativas contra o delegado na Corregedoria da Polícia Civil.

 

Audiência

 

Na última quinta-feira, o juiz Mário Roberto Kono de Oliveira agendou uma audiência preliminar para 25 de janeiro de 2018, às 16h. O magistrado determinou que o titular da DRE seja intimado sobre o procedimento.

 

“Na ausência o autor dos fatos estará sujeito à condução coercitiva e às penalidades do art. 330 do CP (crime de Desobediência)“, assinalou.

 

Outro lado

 

A reportagem tentou contato com delegado Vitor Chab Domingues, porém não obteve resposta até a finalização deste texto.

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