SENADOR COBRA HUMILDADE DE TAQUES E DIZ SER O
18.12.2017

O senador Wellington Fagundes (PR-MT) criticou a suposta “falta de humildade” do governador Pedro Taques (PSDB), que durante um evento na última quinta-feira (14) teria dito que a aprovação do Fundo de Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX) “não tem pai e nem mãe”. A crítica foi feita durante entrevista a edição do Jornal do Meio Dia desta sexta-feira (15). 

A matéria foi votada na última quarta-feira pelo Senado Federal e os cerca de R$ 500 milhões a que Mato Grosso tem direito deve entrar nos cofres na próxima semana. O pagamento do FEX é visto como fundamental para equilibrar as contas do Estado.

Questionado, então, sobre quem seria o “pai” do FEX – que precisou de intensas negociações políticas em nível estadual e, principalmente, federal para ser aprovado pelos deputados federais e senadores na última semana -, Fagundes não titubeou em dizer que “trabalhou muito” pela liberação dos recursos.

“O ‘pai’ é quem trabalhou. Todos sabem que lutei por isso, fui o relator, relatando numa comissão especial. Elaborei o projeto junto com a AMM, recebi a ligação do secretário de Fazenda. Ontem lá no evento, o Ministério Público, o Procurador Geral agradeceu, o secretário-Chefe da Casa Civil agradeceu. Mas o governador entendeu que não. O governador não pode demonstrar essa humildade”, disse Wellington.

O senador, que é parte de um grupo que faz oposição a Pedro Taques no Estado, chamou o governador de “sectário”, aconselhando-o a rever seu “jeito de ser” se quiser disputar a reeleição em 2018.

“Eu penso que se o governo não mudar de forma bastante drástica, o jeito de ser, a forma tão sectária que ele tem. Por exemplo a questão do FEX: ontem no discurso da Aprosoja ele faz um agradecimento, e é um agradecimento que se torna um agradecimento falso. Ele disse: quero agradecer a bancada federal [E disse depois] FEX não tem pai e nem mãe. Essa é uma expressão de não reconhecimento a quem trabalhou”, analisou o senador.

ELEIÇÕES 2018

Sobre as possíveis formações de chapa, e alianças políticas nas eleições de 2018, Fagundes disse que o Estado possui muitas “lideranças políticas importantes”. Questionado, porém, se o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), e o ex-senador Jayme Campos (DEM), “caberiam debaixo do mesmo guarda-chuva” – numa referência a uma possível formação de chapa para disputa do Governo do Estado -, o parlamentar do PR disse, aos risos, que a questão deveria “ser perguntada a Jayme Campos” e que “certas coisas que somam demais, dá menos”.

“Quem pode dizer isso é o Jayme Campos. Tem certas coisas que somam demais e dá menos. Nós já tivemos esse exemplo no passado”, citando como exemplo a aliança de Carlos Bezerra e Júlio Campos em 1998.

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