NOVA DIRETORIA é IMPEDIDA DE ENTRAR NA FECOMéRCIO-MT E CONFUSãO ACABA NA DELEGACIA
15.02.2018

A tentativa de afastar o presidente da Federação do Comércio de Mato Grosso (Fecomércio-MT), Hermes Martins, rendeu uma nova confusão na manhã desta quinta-feira, na sede da entidade. O entrevero só acabou com a chegada da Polícia Militar e todos foram encaminhados para a delegacia.

Segundo o advogado Mariton Casal, que foi ao local para que o vice-presidente da Fecomércio-MT, João Flávio Barbosa, assumisse o comando da entidade, um dos superintendentes, Evaldo Silva, trancou as portas, impedindo assim que funcionários pudessem ter contato com o grupo, evitando assim o fornecimento de informações.

Com isso, após tomar posse, João Flávio teria assinado a demissão do superintendente, mas Evaldo Silva se recusou a sair do local.

Todos foram parar na delegacia. “Hoje é nosso primeiro dia e estamos juntos com a nossa equipe, com os conselheiros e empresários que estiveram na votação e fomos impedidos de trabalhar”, afirmou João Flávio.

AFASTAMENTO

Na tarde de ontem, o conselho de representantes da Fecomércio decidiu afastar o presidente Hermes Martins e o tesoureiro Paulo Sérgio por 180 dias. Eles são acusados de improbidade e ficarão fora do cargo durante investigação. Com o afastamento, quem assume o comando da entidade é João Flávio Barbosa, até então vice-presidente, que fará uma auditoria na entidade.

A acusação é de que Hermes e o tesoureiro estejam negando aos conselheiros o acesso aos documentos sobre gastos, contratos e cheques utilizados em suposta lavagem de dinheiro durante o período em que a entidade foi comandada pelo ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, que chegou a ser preso em 2015 na "Operação Sodoma" e hoje está em liberdade por fazer delação premiada.

O conselho se reuniu de forma extraordinária e dos 15 participantes da reunião, oito decidiram pelo afastamento de Hermes e Paulo. Já outros sete votaram pela permanência deles nos cargos.

A assessoria da Fecomércio afirma que a reunião que afastou Hermes Martins não tem validade jurídica. Segundo ela, a assembleia feriu o estatuto da entidade, que prevê que para ter validade jurídica, a decisão deve ser apoiada por 1/3 dos conselheiros do Fecomércio – MT, o que não aconteceu.

Além disso, aponta que a decisão pelo afastamento do presidente aconteceu na recepção da entidade, o que também fere as normas estatutárias.

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