OPERADOR DE ESQUEMA QUE SONEGOU R$ 140 MI EM MT é TRANSFERIDO DE PRESíDIO
02.02.2018

Um dos 18 presos durante a Operação Crédito Podre, deflagrada pela Delegacia Fazendária em dezembro de 2017, foi transferido de presídio esta semana. Paulo Pereira da Silva saiu do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) e foi levado para o Centro de Custódia da Capital (CCC) após provar ter curso superior.

Paulo Pereira da Silva pertence ao segundo núcleo da organização criminosa. O grupo foi dividido em quatro núcleos, pela juíza Selma Rosane Santos Arruda, da Sétima Vara Criminal.

As investigações levantaram que mais de um bilhão de grãos saíram do Estado de Mato Grosso, sem o devido recolhimento do ICMS, deixando prejuízo estimado em R$ 143 milhões, entre os anos de 2012 a 2017. Paulo Pereira da Silva pertence ao segundo núcleo, chamado de Núcleo Operacional, responsável por “identificar, constituir e promover alterações ou mesmo reativar empresas fictícias, bem como alimentar a base de dados da Sefaz, orientando e emitindo as notas fiscais fraudulentas”.

Também integram este grupo Rivaldo Alves da Cunha, Paulo Serafim da Silva e Evandro Teixeira de Rezende. O primeiro é chamado de “núcleo duro”, formado pelos líderes do esquema.

Nele estão: Wagner Florêncio Pimentel, Almir Cândido de Figueiredo, Kamil Costa de Paula, Keila Catarina de Paula e Alysson de Souza Figueiredo.

REVOGAÇÃO DE PRISÕES

Selma Arruda revogou, no dia 26 de janeiro, a prisão preventiva de nove réus na operação. Os acusados pertencem aos “núcleos fracos” da organização criminosa.

São eles: Diego de Jesus da Conceição, Marcelo Medina, Theo Marlon Medina, Cloves Conceição Silva, Paulo Henrique Alves Ferreira, Rinaldo Batista Ferreira Júnior e Rogério Rocha Delmindo. Já Wagner Florêncio Pimentel, Almir Cândido de Figueiredo, Kamil Costa de Paula, Keila Catarina de Paula, Alysson de Souza Figueiredo, Rivaldo Alves da Cunha, Paulo Serafim da Silva, Evandro Teixeira de Rezende e Paulo Pereira da Silva seguem presos.

O esquema envolveu 30 empresas de fachadas ou fantasmas, constituídas com o objetivo de promover a sonegação de impostos. Os 18 alvos responderão pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documentos, uso de documento falso, uso indevido de selo público e sonegação fiscal.

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