SP: PROGRAMA PARA TIRAR VICIADOS EM CRACK DAS RUAS ENTRA EM NOVA FASE
21.05.2014

O programa criado para tirar os dependentes de crack das ruas de São Paulo vai entrar em uma nova fase. Alguns dos atendidos vão começar a trabalhar no comércio.

É uma tentativa importante, mas muitos dos cadastrados não vão poder ser contratados porque não apareceram para trabalhar na primeira etapa, da varrição de ruas.

O balanço mais recente da prefeitura de São Paulo, que vai até o fim de abril, mostra que 31 pessoas tinham deixado as atividades do programa e outras 30 nunca tinham aparecido para trabalhar.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas da Santa Efigênia, Joseph Riachi, está esperando os candidatos e diz que quem estiver disposto vai ter uma oportunidade no comercio da região centro de São Paulo.
O pré-requisito é fazer parte do programa de ‘Braços Abertos‘ da Prefeitura, que tenta recuperar usuários de crack. “No nosso programa não haverá discriminação. Se eu pago para um vendedor R$ 1 mil, ele vai ganhar R$ 1 mil. Ele vai ganhar igual, ele vai ser um cidadão e vai se sentir igual”, afirma.
Faz cinco meses que o programa começou com acompanhamento de 399 pessoas. Elas fazem a varrição de ruas ou participam de um projeto de jardinagem. Recebem R$ 15 por dia de trabalho e moram em hotéis do centro da cidade, pagos pela prefeitura.
Para alguns deles, agora pode ser hora de dar um passo além: arrumar um trabalho formal, um novo lugar para morar ou voltar a viver com a família. Nas próximas duas semanas, equipes do programa vão avaliar cada participante para saber quem tem condições de assumir um trabalho, como oferecem os lojistas da Santa Efigênia, e quem não está respondendo ao tratamento.
A secretária de Assistência e Desenvolvimento Social diz que o processo de recuperação dessas pessoas é longo e exige paciência. Segundo ela, muitos têm faltas frequentes e cerca de 30 nunca apareceram para trabalhar.
Com o levantamento das próximas semanas, a Secretaria quer avaliar cada caso. Quem não estiver colaborando pode ter q ceder a oportunidade para outra pessoa. “O nosso cuidado nesta análise é muito grande, tanto para promoção, porque nós não queremos que a pessoas dê um passo para além do que elas conseguem no momento, como para o desligamento do programa. O desligamento não se dará por uma questão objetiva como não foi trabalhar. Qual a razão pela qual ele não foi trabalhar? E vamos tentar superar isso juntos. Só serão desligados as pessoas que realmente não têm interesse nenhum em aderir à proposta de inclusão social e de tratamento que nós estamos propondo", afirma Luciana Temer.

O balanço também mostra que até março deste ano foram feitos mais de 10 mil atendimentos de saúde na Cracolândia desde que o programa foi lançado em janeiro.

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