'SE A OPOSIçãO TEM ALGUM DADO DE CORRUPçãO, QUE DENUNCIE AO MP', DIZ TAQUES
22.02.2018

O governador Pedro Taques (PSDB) comentou a determinação feita pela Controladoria do Estado (CGE) de encerrar o contrato de prestação de serviços oferecidos pela empresa EIG Mercados, que foi alvo da ‘Operação Bereré’, apontada com diversas irregularidades durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa.

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Para Taques, a fraude começou a ser descoberta em sua administração e que a CGE encontrou a solução para o entrave da multa de R$ 100 milhões em caso de quebra de contrato, porém frisou que o caso está sendo analisado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT).

“Posso falar que foi uma iniciativa da nossa administração, desde 2016 nós estamos tentando suspender esses contrato, alias, por determinação minha, o valor caiu de R$ 20 por lacre para R$ 2, mas nós queremos suspender o contrato uma vez que a gente tem uma multa de R$ 100 milhões e isso pode prejudicar o estado de Mato Grosso. A CGE encontrou uma solução para que nós possamos resolver. A CGE fez a recomendação e isso está sendo analisado pelo Detran, não é analisado pelo gabinete do governador”, disse durante evento de inauguração da obra de revitalização do viaduto da UFMT.

O chefe do executivo também alfinetou a oposição que vem questionando se ainda há pagamento de propina no esquema na gestão atual. “Cabe à oposição fazer oposição. Se a oposição tiver algum dado disso, que denuncie ao Ministério Público. Aliás, de corrupção a oposição entende bem, né?”, afirmou.

“Se eu tivesse conhecimento eu teria tomado as providencias, alias como tomei as providencias desde o primeiro dia. Não tentem jogar a sujeira da administração passada para a nossa administração”, declarou o governador.

A CGE determinou nesta segunda-feira (19) a imediata intervenção na concessão entre o Detran e a empresa EIG Mercados. O relatório do órgão aponta que foram constatadas deficiências no processo de fiscalização do Contrato de Concessão por parte do Detran e inconsistências apontadas pelo Tribunal de Contas Estadual.

A primeira recomendação da CGE foi a intervenção na concessão. Depois, requereu a fiscalização do Contrato, relativamente ao período que permaneceu vigente, acompanhada dos procedimentos necessários, sem prejuízo da realização de procedimento de circularização. Além disto, foi pedido o levantamento de todos os valores repassados pela contratada ao Detran.

Operação Bereré

Durante a operação, mandados foram cumpridos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e na casa de Savi e Eduardo Botelho (PSB). O ex-deputado federal Pedro Henry é alvo também. O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho (PSB), é outro investigado.

A ação é um desdobramento da colaboração premiada do ex-presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), Teodoro Lopes, o “Doia". Dentre as informações prestadas por Doia, consta suposto esquema de cobrança de propina com uma empresa que prestava serviços de gravame - um registro do Detran.

Segundo o Gaeco, as investigações tiveram início na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Administração Pública e Ordem Tributária (DEFAZ), sendo que as medidas cautelares foram requeridas pelo NACO Criminal (Núcleo de Ações de Competência Originária) do Ministério Público Estadual e estão sendo cumpridas em Cuiabá, Sorriso e Brasília-DF, pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) e Polícia Judiciária Civil, com apoio da Polícia Militar, por meio do BOPE. 

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