FAGUNDES PRESTA DEPOIMENTO à PF EM INQUéRITO CONTRA TEMER
22.02.2018

O senador Wellington Fagundes (PR) prestou depoimento à Polícia Federal, na última segunda-feira (19), sobre o inquérito que investiga suspeita de favorecimento indevido ao setor portuário em decreto presidencial que alterou regras de concessões.

 

O senador é suspeito de ter ajudado a empresa Rodrimar a obter benefícios junto à gestão do presidente Michel Temer (PMDB). Ele é citado em diálogos do ex-assessor especial da Presidência Rodrigo Rocha Loures, flagrado recebendo valores do grupo J&F.

 

No mês passado, a PF chegou a informar o Supremo Tribunal Federal (STF) que não estava conseguindo colher o depoimento do parlamentar. Pela Constituição, senador possui prerrogativa testemunhal, o que lhe dá a possibilidade de marcar dia, hora e local para o depoimento.

 

Segundo o blog da jornalista Andréia Sadi, do G1, Fagundes informou aos investigadores que estava em "missão oficial" em Los Angeles, nos Estados Unidos, de 25 de janeiro a 17 de fevereiro. E, por conta disso, não conseguiria prestar depoimento nesse período.

 

O prazo para o fim do inquérito se encerrava no dia 20 de fevereiro, mas foi prorrogado pela Polícia Federal.

 

Ainda não há informações sobre quais os questionamentos da PF ao senador.

 

Nas 50 perguntas feitas a Temer, o senador foi citado em duas. Na de número 35, a PF pergunta se Temer foi procurado pelo senador para tratar sobre o novo decreto dos portos.

 

Já no questionamento de número 45, a Polícia Federal pergunta “por que Gustavo Rocha e Beto Mansur disseram, durante diálogos com Rocha Loures, que a inserção da questão pré-93, tanto defendida por Rocha Loures, Beto Mansur e Wellington Fagundes, seria uma ‘exposição para o presidente’?".

 

O presidente negou ter sido procurado por Fagundes para tratar sobre o decreto.

 

Citado

 

Os elementos colhidos até agora confirmam um intenso lobby da empresa Rodrimar, concessionária de áreas no Porto de Santos (SP), junto a autoridades públicas para conseguir benefícios no decreto presidencial.

 

Conforme depoimentos colhidos até agora, a empresa teria recorrido ao suplente de deputado Rodrigo Rocha Loures, ao deputado federal Beto Mansur (PRB/SP) e a Wellington Fagundes.

 

Segundo o executivo, a Rodrimar tinha um pleito, junto ao Governo Federal, pela prorrogação da concessão de exploração de áreas no Porto de Santos.

 

Em suas tentativas para conseguir a prorrogação da concessão, Mesquita teria ficado sabendo que a ampliação dos prazos para contratos anteriores a 1993 estava tendo dificuldades na Casa Civil, e acionou Rocha Loures, “pretendendo que ele, juntamente com outros interlocutores do setor portuário, como o senador Wellington, agisse para resolver o problema”.

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