EMPRESáRIO DE CUIABá OFERECEU PROPINA A POLICIAIS, DIZ GAECO
26.02.2018

O empresário Cleudison Chaves Santana, de 39 anos, que atua no ramo de combustíveis em Cuiabá, é acusado de ter pagado propina de R$ 50 mil a policiais civis de Uberlândia (MG).

 

Cleudison foi preso na quarta-feira (21), no decorrer da Operação Fênix, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia (MG).

 

O promotor de Justiça Daniel Marota informou ao MidiaNews que em 2014, quando Cleudison ainda morava em Uberlândia, foram encontradas duas armas de fogo em sua casa. Na delegacia, para não ser autuado em flagrante, ele ofereceu R$ 50 mil aos policias.

 

“Ele foi flagrado e conduzido para Delegacia de Polícia. E, lá, houve um acerto de propina com a autoridade policial e alguns agentes. Em razão disso, ele não foi preso em flagrante”, disse o promotor.

 

Segundo as investigações, o pagamento de propina teria sido intermediado por um proprietário de posto de combustível de Uberlândia.

 

Segundo o promotor, Cleudison foi delatado por um dos policiais civis presentes no momento da negociação da propina. “Um dos policiais que cobrou a propina de Cleudison para não prendê-lo em flagrante confessou os fatos”, disse Marota.

 

“Inclusive, uma das pessoas que esteve presente na delegacia acompanhou e avalizou as negociações entre ele e a polícia era um outro proprietário de posto aqui”.

 

Em Uberlândia Cleudison também atuava no ramo de postos de combustíveis. O empresário foi preso no Mercado do Porto pela Polinter no dia 21 de fevereiro, dia do seu aniversário.

 

O Gaeco mineiro pediu a transferência do empresário de Cuiabá para Uberlândia, para que ele seja ouvido. Até esta sexta, Cleudison permanecia na Penitenciária Central do Estado, em Mato Grosso.

 

Cleudison foi alvo do desdobramento da Operação Fênix, denominada Efésios, que investiga atos de corrupção praticados por diversos policiais da cidade do Triângulo Mineiro.

 

Um dos policiais que cobrou a propina de Cleudison para não prende-lo em flagrante confessou os fatos

O mandado de prisão do empresário foi expedido no dia 19 de dezembro, dia em que foi deflagrada a operação, no entanto Cleudison não foi encontrado na época.

 

Operação Fênix

 

A operação, uma das maiores já realizadas em Minas Gerais, culminou no cumprimento de 200 mandados de prisão contra policiais civis por corrupção, associação criminosa, roubos, falsidade ideológica e outros crimes em Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná.

 

Na operação foram presos 126 policiais civis, incluindo investigadores, escrivães e delegados, além de advogados.

COMENTÁRIOS

*** **  ***


VÍDEOS

      
BUSCA:
© Copyright 2014 A Notícias - Política de Privacidade