CPI RECUA DE CONVOCAR RIVA; MANTéM RELATOR E ENTREGA CóPIA DE DEPOIMENTO DE SILVAL A DEPUTADO
28.02.2018

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) decidiu que irá apreciar as próximas convocações somente após o depoimento do servidor da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Valdecir Cardoso. A comissão pretendia ouvir o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (sem partido), e o atual deputado estadual Adalto de Freitas (SDD).

A oitiva de Valdecir está marcada para o dia 7 de março. Foi ele quem instalou a câmera que gravou os parlamentares recebendo maços de dinheiro supostamente de propina no gabinete de Silvio Correa, ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (sem partido). Entre o filmados, estava o ex-deputado estadual e atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

Um dos requerimentos negados foi o de autoria do vereador Felipe Wellaton, pedindo o afastamento do relator da Comissão, Adevair Cabral, por uma suposta obstrução de Justiça. O pedido foi endossado pelo Movimento Organizado pela Moralidade Pública e Cidadania (ONG Moral).

No entanto, foi negado pelo presidente da CPI, Marcelo Bussiki. “É preciso prudência dos vereadores, pois na busca por dividendos políticos ficam achincalhando um vereador, que é relator da CPI”, afirmou o vereador Mário Nadaf, membro da CPI.

Adevair afirmou que está na Comissão por escolha dos líderes partidários do Legislativo. “Estou aqui por escolha dos líderes partidários desta casa. Se eles decidirem, saio com maior tranquilidade, mas não foi o caso e não vou aceitar sair”, afirmou.

A CPI aprovou alguns encaminhamentos como o do envio da cópia do depoimento de Silval Barbosa, realizado na última sexta-feira, para o deputado estadual Oscar Bezerra, atendendo a um pedido do parlamentar. Oscar foi acusado por Silval de pedir R$ 15 milhões para inocentá-lo na CPI das Obras da Copa, realizada em 2015 pela Assembleia.

Também foi solicitado a cópia do áudio original da gravação entre Silvio Correa e o ex-secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Alan Zanatta. Também ficou estabelecido que a Comissão só irá compartilhar informações com os órgãos de controle após o final da investigação.

O vereador Diego Guimarães apresentou um requerimento pedindo que a Comissão ouça mais de uma pessoa por sessão, alegando celeridade dos trabalhos. “Temos 120 dias para encerrar a CPI. Se preciso, vamos começar as sessões mais cedo, fazer a tarde”, alegou.

Ele também pediu o balanço financeiro, de forma voluntária do Instituto Mark, de propriedade do irmão de Emanuel Pinheiro, Marco Polo Pinheiro, o Popó. Em caso de negativa, o parlamentar sugere a quebra de sigilo fiscal da empresa.

Os pedidos serão analisados na próxima sessão, nesta sexta-feira. Outro requerimento negado pela Comissão foi o protocolado pelo vereador Jamilson Moura, que pedia que as perguntas fossem enviadas antes dos depoimentos. "Instauramos essa CPI e pregamos total transparência. Estaríamos dando um passo atrás se votarmos favorável”, declarou Nadaf. Adevair Cabral concordou com seu colega de parlamento. “No decorrer de uma resposta pode surgir uma outra pergunta. Então não tem como definir todas antes. A reunião é dinâmica, por isso indefiro”, declarou.

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