DEPUTADO NEGA PROPINA NA MESA E DESABAFA QUE AL ESTá "REFéM" DO MPE
28.02.2018

O deputado estadual Romoaldo Junior (MDB) pediu na Tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) em sessão ordinária desta terça-feira (27) uma “certidão” do Poder Legislativo para provar que não foi candidato ou participou da eleição da Mesa Diretora da Casa de Leis no biênio 2015-2016. A época, a disputa foi vencida pela chapa encabeçada pelos deputados Guilherme Maluf (PSDB) como presidente e Ondanir Bortolini (PSD) primeiro-secretário.

A certidão, exigida por Romoaldo Junior, é uma resposta a colaboração premiada do ex-governador Silval Barbosa (sem partido) sobre seu depoimento na “CPI do Paletó” proferido à Câmara de Cuiabá na última sexta-feira (23). Na ocasião, Silval denunciou que Junior e o deputado Mauro Savi teriam exigido R$ 16 milhões para distribuir aos demais parlamentares da Assembeia para vencer as eleições da Mesa. “Quero essa certidão para mandar para todas as mídias, à Câmara Municipal. Não aceito isso. Nunca me escondi do debate”, disse Romoaldo.

Em seu depoimento à “CPI do Paletó”, instaurada na Câmara Municipal de Cuiabá para investigar as circunstâncias em que o então deputado estadual, e atual prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro (MDB), recebeu dinheiro das mãos do ex-chefe de Gabinete de Silval Barbosa, Silvio Corrêa -, o ex-governador disse que era extorquido pelo membros do Poder Legislativo de Mato Grosso. Segundo Silval, os parlamentares chegaram a fazer “fila indiana” para receber propina no Paiaguás.

Romoaldo Junior ironizou o depoimento de Silval Barbosa " Agora, ele só fala a verdade porque devolveu R$ 80 milhões no acordo de delação. Hoje, o Silval só fala a verdade e nós que vivemos aqui somos os grandes mentirosos e estamos errados”, disparou.

ATAQUE AO MP

Após criticar as declarações de Silval, Romoaldo Junior centrou sua "artilharia" ao Ministério Público Estadual. Com um discurso duro, ele criticou a postura tímida do Poder Legislativo do Estado.

Segundo ele, a Assembleia estaria refém do MPE diante das constantes operações deflagradas contra o poder. Ele argumenta que a “ajuda” aos cidadãos que era feita no passado que procuravam por auxílio médico dos deputados estaduais, atualmente, é considerada crime pelos órgãos de controle. “Estamos ficando refém do Ministério Público que todo dia faz uma denúncia contra nós. Por que estamos reféns? Por que no passado atendíamos todo tipo de assistência social aqui? O doente vinha do interior. Quando esse sistema de saúde falido não atendia, o deputado ajudava através da Assembleia. Fazer raio x, pagar o caixão quando ele falecia. Uma pessoa que é do interior, é pobre, não sabe nem onde é a Santa Casa, o Hospital do Câncer. E essa Casa fazia isso. E tudo isso que nós fizemos no passado é crime, desvio de recursos”, disparou Romoaldo.

O deputado estadual citou como exemplo a "Operação Bereré", deflagrada no último dia 19 de fevereiro pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e contra a Administração Pública (Defaz-MT), e pelo MP-MT, que acusou o presidente da Assembleia, Eduardo Botelho, e o também parlamentar Mauro Savi, ambos do PSB, de serem os líderes de um esquema de desvios de recursos e lavagem de dinheiro no Detran de Mato Grosso. Queixando-se que o MPE pediu a prisão de 49 pessoas na operação, Romoaldo, se mostrou aliviado quando o desembargador José Zuquim Nogueira, apesar de autorizar a deflagração dos mandados de busca e apreensão, rejeitou as prisões. 

Ele destacou que vários dos mandados eram contra pessoas "humildes", inclusive servidores da Assemblei, que teriam os nomes manchados por conta de ação midiática do MPE. “Graças a Deus foi parar na mão de um desembargador que tem consciência e mandou investigar. E acho que deve ser tudo investigado. Mas tá ficando impossível”.

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