BOTELHO AFIRMA QUE DESISTêNCIA DE MAGGI BENEFICIA PEDRO TAQUES E Vê MENOR DIFICULDADE EM COMPOSIçãO
01.03.2018

Num momento em que as acomodações políticas caminham a passos de tartaruga por causa do reduzido espaço, o governador José Pedro Taques (PSDB) conquistou um reforço indireto para disputar a reeleição: a desistência do ministro da Agricultura e Pecuária, senador Blairo Maggi (PP), que deixa a vida pública. A tese é sustentada pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho (PSB), ao reconhecer que Maggi tinha muito mais história e afinidade com o ex-prefeito Mauro Mendes (DEM), de Cuiabá, do que com o atual governador.
 
“Blairo não vai apoiar ninguém. Está fora do páreo! Eu entendo o seguinte: favorece muito o governador Pedro Taques e enfraquece a pré-candidatura do Mauro Mendes. Porque todos sabem que o Mauro estava tendo nele um dos maiores apoiadores. Todo o mundo sabe disso. De repente, esperando um apoio financeiro também”, avaliou o chefe do Poder Legislativo mato-grossense.
 
Leia Mais:
- Recuo de Blairo Maggi atinge pelo menos 50 candidaturas e deixa órfãos em outros estados

- “Taques leva Mato Grosso para uma situação de caos”, detona Welington Fagundes

Eduardo Botelho entende que  Pedro Taques caminha com as próprias pernas, ao contrário dos demais pré-candidatos. “Antes, existia aquela dúvida: Blairo Maggi, sendo candidato [à reeleição] provavelmente estaria junto com Mauro Mendes. E o grupo estaria muito forte, mesmo. Todo o mundo concorda com isso! Isso dava uma certa instabilidade para o grupo do governo”, projetou o presidente da Assembleia, em entrevista durante visita à redação Olhar Direto.
 
Ao não deixar mais dúvidas, Maggi contribui para o crescimento da confiança do grupo na reeleição do atual governador. “Porque ficava sempre a dúvida: quem Blario Maggi vai apoiar? Vai apoiar a reeleição do Pedro Taques ou vai apoiar o Mauro, caso seja candidato? Com a saída do Maggi, esse peso que poderia mudar a eleição para o outro lado, já não está mais na parada e não existe mais. No meu entender, favorece a reeleição do governador Pedro Taques!”, sintetizou ele.
 
 
No reverso da medalha, Botelho também enxerga perda irreparável  para Mato Grosso e o Brasil. “A saída do Blairo é uma perda imensa para o Estado. Blairo Maggi é um nome de peso nacional e até internacional. Como senador teve um excelente trabalho; como ministro fez um brilhante trabalho; um trabalho que nenhum outro ministro fez com tal intensidade,  abrindo mercados para os produtos brasileiros e produtos de Mato Grosso”, afirmou Eduardo Botelho.
 
 “Ele é uma perda irreparável e, no momento, talvez insubstituível. A  sua saída da política é terrível para Mato Grosso. E isso muda o quadro eleitoral. Fica o seu legado”, complementou o deputado estadual.  
 
Compadre de Maggi

Botelho não quis avaliar a composição da chapa de Pedro Taques.  Crescem os rumores de que o deputado federal Adilton Sachetti (PSB), compadre de Maggi, poderia compor chapa como vice.
 
Existem os que avaliam que a possível perda eleitoral de Mendes, no entanto, não significa lucro para Pedro Taques.  Pelo histórico das reeleições, Taques depende apenas do desempenho de seu governo, de sua capacidade de articulação política e de seu poder de convencimento do eleitor para continuar dando expediente no Polácio Paiaguás.
 
O grupo de Taques busca atrair quem seja agradável a Maggi, para suavizar seu percurso na caminhada da reeleição. E ninguém melhor d que Sachetti, amigo de infância, compadre e aliado de primeira hora do atual ministro da Agricultura. O entendimento é de que Sachetti teria condições de potencializar a chapa de Taques.

COMENTÁRIOS

*** **  ***


VÍDEOS

      
BUSCA:
© Copyright 2014 A Notícias - Política de Privacidade