GOVERNADOR AFIRMA QUE, POR ORA, RGA A SERVIDORES ESTá MANTIDA
19.02.2018

Contrariando declarações dadas pelo secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, o governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que, ao menos por ora, está acertado o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos, relativo a este ano.

 

O assunto veio à tona na última semana, quando Gallo disse que a não concessão do reajuste seria uma condicionante feita pelo Banco Mundial ao Governo, em troca da compra de uma dívida do Estado com o Bank of América.

 

Se concretizada a operação, o Executivo teria um prazo para quitação do débito alongado e taxas de juros menores.

 

O pagamento da RGA nós acertamos com servidores e temos prazos para fazer isso. Pagamos 2015, pagamos 2016, pagamos 2017 e parcelamos 2018, pra mim RGA está equacionada

“Não estamos discutindo isso. O pagamento da RGA nós acertamos com servidores e temos prazos para fazer isso. Pagamos 2015, pagamos 2016, pagamos 2017 e parcelamos 2018. Para mim RGA está equacionada”, disse Taques, na manhã desta segunda-feira (19).

 

Segundo Taques, de fato existe uma discussão por parte do Banco Mundial sobre a RGA, mas o assunto ainda não teria sido discutido diretamente com o Governo do Estado.

 

Questionado se existe a possibilidade de o Executivo abrir mão da renegociação da dívida, de modo a garantir o pagamento da RGA e evitar, por exemplo, um desgaste com servidores públicos, Taques preferiu não polemizar.

 

“Não quero jantar antes de almoçar. Vamos ver primeiro o que o Banco Mundial vai apresentar e aí discuto”, afirmou.

 

Dívida com banco internacional

 

Nos últimos meses, o Governo tem tido dificuldades em realizar os pagamentos semestrais da dívida contraída junto ao Bank of America.

 

No próximo mês de março, vence uma nova parcela, de aproximadamente R$ 150 milhões.

 

A ideia é que o Banco Mundial assuma essa dívida e renegocie o pagamento com o Poder Executivo, diminuindo a taxa de juros e alongando o prazo para quitação.

 

O secretário Rogério Gallo já afirmou que o Executivo vive hoje um quadro fiscal de muita dificuldade e qualquer incremento nas despesas obrigatórias corre o risco de não ser honrado.

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