BOTELHO AFIRMA QUE SABIA DE PROPINA E ACREDITA ESTAR GRAMPEADO
21.02.2018

O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT) e deputado estadual Eduardo Botelho (PSB) negou que cometeu qualquer crime que envolveu a empresa que prestou serviços ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

No começo da tarde desta terça-feira (20), o parlamentar deu uma coletiva de imprensa para prestar esclarecimento do fato que resultou na operação Bereré, na última segunda-feira (19). O suposto esquema no Detran seria por meio de fraudes que foram denunciados pelo irmão do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, Antônio Barbosa. A informação já foi inclusive homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Além de Botelho, também foram cumpridos mandados no gabinete do deputado Mauro Savi (PSB) e nas casas de servidores públicos e empresários.

Conforme Botelho, ele entrou em um contrato com a empresa e saiu em julho de 2012. Porém, o desligamento foi firmado apenas em 2013. Na época, ele teria entrado como investidor e também todas as movimentações teriam sido declaradas na Receita Federal e Junta Comercial.

“Não havia nada de ilegal no contrato. Nunca teve nada de obscuro. Começou ocorrer as ilegalidades quando o Silval entrou. Houve uma pressão muito grande para que fosse repassado 30% do valor para ele. Nesta época, percebi que era propina e deveria ter saído. Mas, acabei demorando demais pra isso. E, logo depois que sai percebi que era tarde e fato está me causando sérios transtornos. Não só a mim, mas a minha família também, aos amigos e outras pessoas que sempre acreditaram no meu trabalho. Não nasci pra santos sou empresário e foi um erro eu reconheço, porém certamente fui grampeado”, disse.

Apesar da situação constrangedora que a operação causou mais uma vez na Casa de Leis, já com a deflagração da Operação Convescote, que visou desarticular uma organização criminosa formada para saquear os cofres públicos, Botelho alegou que não acredita que a imagem da Assembleia será prejudicada com o fato e também não pedirá afastamento. No entanto, adiantou que pode deixar a vida pública por conta das complicações causadas pelas investigações.

“Vou continuar meu trabalho normalmente como sempre fiz com ordem e transparência. Não quero dar meu posicionamento sobre a investigação, se tiver dúvidas tem que investigar, mas o fato é um equívoco, pois a situação ficou parecendo que todos receberam cheques em meu nome. A FDL era apenas mais um negócio da vida empresarial há quase 30 anos”, finalizou.

Relembre o caso

As investigações tiveram início na Defaz, e, segundo as informações preliminares a operação estava nas mãos do coordenador do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), o promotor de Justiça Antonio Sérgio Cordeiro Piedade.

COMENTÁRIOS

*** **  ***


VÍDEOS

      
BUSCA:
© Copyright 2014 A Notícias - Política de Privacidade