INSATISFEITOS NãO PODEM ACUSAR O PARTIDO DE DEIXá-LOS PRESOS, DIZ FáVARO SOBRE ROMPIMENTO
22.03.2018

A manutenção – ou retomada – da unidade partidária é o grande desafio do PSD nos próximos dias que sucederão a decisão de rompimento com o governo. A longa e tensa reunião da noite de ontem evidenciou o racha partidário entre o grupo governista e o bloco “independente” e pode provocar desfiliações. O presidente da legenda em MT, vice-governador Carlos Fávaro, lembrou que a decisão foi tomada antes da data limite para as trocas de partido e que os descontentes não podem acusar a agremiação de deixá-los “presos”.

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“Eu vou trabalhar muito para manter a unidade, para não perder ninguém, mas se alguém se sentir muito insatisfeito e achar que tem outro projeto, não pode acusar o partido de ter deixado ele preso”, argumentou Fávaro, instantes após a reunião de mais de cinco horas na qual o PSD deliberou por entregar os cargos a Pedro Taques (PSDB). Ele, no entanto, garantiu que até o momento ninguém falou em se desligar do PSD e que a legenda abriu espaço amplo para que todas as correntes internas pudessem expor suas teses e garantiu franco debate interno.
 
“Neste momento, o ponto mais importante que eu tenho a declarar é que acabou o ‘caciquismo” no PSD. Aqui ninguém manda, não tem dono no partido, não tem manda-chuva que decide sozinho e convida membros de todos os cantos do estado só para comunicar o que foi decidido. Não, por isso foi uma reunião de cinco horas. Ouvimos muito a base e vamos fazer isso”, argumentou.
 
Apesar do claro rompimento, a bancada do PSD na Assembleia Legislativa pode continuar votando a favor do governo e os parlamentares não precisam devolver os cargos cujas indicações são pessoais e não partidárias. “A bancada tem autonomia para continuar apoiando o governo porque nós fomos eleitos até 31 de dezembro e estamos no governo. Nós estamos fazendo parte do governo e a bancada deve continuar apoiando”, explicou Fávaro.
 
A reunião
  
Foram necessárias mais de cinco horas de intenso debate na noite desta quarta-feira (21) para que o PSD deliberasse em definitivo pelo desembarque do governo Pedro Taques (PSDB). A discussão se travou toda à portas fechadas. Em determinados momentos foi possível ouvir de fora da reunião vozes mais exaltadas, dando dimensão do embate travado internamente.
 
Na saída, Neurilan não conseguiu esconder a alegria em ver sua tese ser acatada pela maioria. “Estou feliz. Foi uma reunião longa com todas as lideranças municipais, prefeitos, vereadores, presidente das comissões municipais e deputados. Todos tiveram a oportunidade de falar e no final teve uma conjunção onde ficou definido que o Carlos Fávaro tem toda liberdade de construir um projeto para o partido”, destacou.

Gilmar Fábris, um dos mais radicais na defesa pela manutenção da postura governista, não apareceu ao término da reunião para conceder entrevista. Ao longo da semana, ele chegou a afirmar que um desembarque do governo já estava descartado pelo partido.

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