PSD DE FáVARO ENTREGA CARGOS NO GOVERNO E ROMPE COM TAQUES
22.03.2018

O PSD do vice-governador Carlos Fávaro rompeu com o Governo e decidiu, na madrugada desta quinta-feira (22), entregar todos os cargos no Executivo. Na prática, a decisão significa o rompimento da sigla com a gestão de Pedro Taques (PSDB).

 

A decisão saiu depois de uma reunião de mais de cinco horas na sede da sigla, em Cuiabá.

 

Outra deliberação da reunião foi que o vice-governador Carlos Fávaro, maior liderança da sigla no Estado, está autorizado a conversar com todos os partidos para construir um projeto de candidatura em outubro.

 

“Precisa ser um programa que pense primeiro no Estado. E que também fortaleça o partido. Temos 24 prefeitos, 22 vices-prefeitos, 22 presidentes de câmaras e cinco deputados estaduais”, afirmou o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurlian Fraga, um dos maiores defensores do rompimento com o governador.

 

Neurilan, no entanto, afirmou que Fávaro está livre, inclusive, para dialogar com o PSDB.

 

Os debates, na sede do partido, foram bastante acalorados, com a maioria dos prefeitos sendo favoráveis ao rompimento, enquanto a bancada tentava manter a postura a favor de Taques.

 

Desta forma, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação Domingos Sávio, o presidente da Empaer Layr Mota, e o presidente da Ager Eduardo Moura colocarão seus cargos à disposição do chefe do Executivo.

 

Já indicados do segundo e terceiro escalões também deverão ser exonerados com exceção da cota dos deputados estaduais.

 

Sem cacique

 

Nesta semana, Fávaro já havia dito que a escolha de permanecer ou não na base governista dependeria do desejo da maioria e não dele.

 

“O PSD hoje não tem mais cacique, manda-chuva, alguém que decide sozinho e impõe a sua vontade de cima pra baixo, não existe isso. Estamos fazendo uma política democrática, ouvindo as bases, ouvindo os membros de todos os níveis do Estado”, disse Fávaro.

 

“Tenho percorrido todo o Estado e vejo satisfação de uns [com o Governo] e insatisfação de outros. Isso que vamos medir na noite de hoje. Não precisa sair uma definição imediatamente. Temos tempo até as convenções”, afirmou o político.

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