“NãO SE FAZ CANDIDATO POR DECRETO”, AFIRMA SACHETTI PARA ALFINETAR TAQUES
26.03.2018

As pré-candidaturas ao governo de Mato Grosso em discussão até o momento demonstram que não cabe mais a imposição de nomes e que as definições vão ocorrer nas vésperas das convenções. A tese do deputado federal Adilton Sachetti (PRB) é uma sutil indireta na insistência do governador José Pedro Taques (PSDB) em disputar a reeleição, mesmo com a aliança de 2014 já esfacelada, e um alerta de que a prioridade do seu grupo é a pré-candidatura do ex-prefeito Mauro Mendes (DEM).     
 
Numa leitura indireta sobre a pré-candidatura de Pedro Taques, mesmo sem ter apoio majoritário sequer no PSDB, ele cita que não há como impor candidatura por decreto, hoje em dia. “A gente não faz candidato por decreto! Não tem fórmula mágica! Política é a arte de conciliar os interesses”, pontuou Sachetti, deixando claro que o tempo deixou-o muito mais aberto ao diálogo.
 
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Embora alguns demonstrem animação acima de média, Sachetti adverte que as definições sairão somente às vésperas de 5 de agosto  e que até lá todas as conversações são legítimas. “A gente tem que conversar e procurar convergir. O nosso Estado de Mato Grosso está em dificuldade. Todo mundo sabe. O Brasil está em dificuldade. E é somando que vamos buscar solução para as dificuldades”, pontuou o deputado federal do PRB, durante Encontro Estadual do DEM, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.
 
Nesse contexto, Adilton Sachetti afirmou que tem disposição de dialogar com todos. “Não dá para excluir ninguém. Isso verdadeiramente só vai definir no dia 5 de agosto. Até lá todo o mundo vai conversar com todo o mundo. Não dá para fechar nenhuma porta, porque senão você já sai matando a política”, ensinou ele, para a reportagem do Olhar Direto.
 
Adilton Sachetti coloca até mesmo sua pré-candidatura ao Senado da República como subalterna à construção da chapa a ser encabeçada por Mauro Mendes. “Ainda sou deputado federal. Senador é sonho. E é muito cedo para qualquer definição. Política é a arte de conversar. Temos que realmente construir, conversando... E convergir para fazer um palanque capaz de ganhar as eleições de Mato Grosso”, justificou o parlamentar.
 
O surgimento de nomes é visto como natural, principalmente os mais citados, como Mauro Mendes, o ex-senador Jayme Campos (DEM), Pedro Taques e o senador Wellington Fagundes (PR).  “Diálogo avança e começam a surgir nomes. E é bom conversar para se agruparem. Temos o governador Pedro Taques, o senador Wellington Fagundes, tem o grupo do Mauro Mendes, do qual eu faço parte. Temos conversado com Mauro, com [Otaviano] Pivetta, em busca do arranjo de uma candidatura, mas tudo até agora é só  conversa. Vai afunilar lá na frente”, complementou Sachetti.
 
Ex-excluídos  
 
Adilton Sachetti e o deputado federal Fábio Garcia, atual presidente do DEM, foram excluídos do PSB pela Executiva Nacional, por causa da votação favorável ao projeto da reforma trabalhista tramada pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB). A orientação do Diretório Nacional do PSB era para votar contra o projeto, mas não foi obedecido.
 
No mesmo processo, a Executiva Nacional do PSB excluiu os deputados estaduais Eduardo Botelho, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso; Max Russi, secretário-chefe da Casa Civil; Oscar Bezerra, Mauro Savi e Professor Adriano Silva.
 
Fábio Garcia se filiou ao DEM e Sachetti migrou para o PRB, após a desistência de reeleição do senador Blairo Maggi (PP), atual ministro da Agricultura e Pecuária. Botelho e Professor Adriano se filiaram ao DEM; e Max Russi deve ir para o PSDB ou PPS. Já  Mauro Savi está entre o DEM, o PRB e o PP.

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